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    Son of the Dawn (Ghosts of the Shadow Market #1) -

    Cassandra Clare

    Walker Books
    2018
    68 páginas
    2h 16m
    ISBN-10: B079QB6ZLM
    4.4
    89 avaliações
    Leram111Lendo1Querem17Relendo0Abandonos2Resenhas5
    Favoritos11Desejados17Avaliaram89

    The Lightwoods, the Shadowhunters who run the New York Institute, are expecting a new addition to their family: the orphaned son of their father's friend, Jace Wayland. Alec and Isabelle aren't too sure they want a new brother, and their parents are not assuaging their fears, too occupied with the dark news that Raphael Santiago, second-in-command of the New York vampire clan, has brought from the Shadow Market.

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    Steph Mostav01/11/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um conto sobre ausência

    Mais um conto lido para apreciar o personagem interessantíssimo de Robert Lightwood e já digo que me agradou bem mais que os dois últimos. Mesmo que ele não seja protagonista do conto, a participação dele é fundamental tanto para o enredo quanto para a premissa da narrativa. De cara, é possível notar a mudança de postura e o amadurecimento dele, como se tornou um líder de instituto com quem as pessoas podem contar, mesmo que muitos dos personagens tenham impressões a respeito dele com base no passado. Foi bom o resgate dos acontecimentos de “A última batalha do instituto de Nova York” como maneira de comparar o comportamento de Robert naquela época e naquele contexto e a forma de agir dele dessa vez, esse contraste tornou ainda mais perceptível o desenvolvimento de personagem sem usar tantos recursos narrativos óbvios. Mais que isso, uma das coisas que mais se destaca é a ausência. A ausência de Will para Jem, de um pai para Jace e de Michael para Robert e é nesse eixo temático que o conto mais acerta. A ausência de Michael ocupa tanto espaço no coração de Robert que basicamente tudo o que ele faz durante a história é em nome dele. O ponto de vista de Jem me pareceu menos cansativo dessa vez porque a dor dele soava mais genuína e também pelos paralelos entre a saudade que ele sente por Will e a saudade de Robert por Michael. A Isabelle também é um ponto de vista curioso, principalmente para descrever a relação desgastada dos pais de uma perspectiva infantil. As discussões entre Robert e Maryse sobre a adoção foram uma boa maneira de exemplificar o conflito dos dois com relação a insistir na compensação do passado ou seguir em frente. Até faz sentido que Maryse queira seguir em frente e Robert não, porque ela sempre foi mais segura e, além de todos os arrependimentos que ele carrega, proteger o legado de Michael é como um norte que Robert pode seguir agora que não tem mais quem tome as decisões em nome dele. Ele realmente se importava, se importa e sempre se importará com o parabatai. Falando em parabatai, esse é outro dos temas explorados pelo enredo e mais uma vez, temos paralelos entre os relacionamentos de Jem e Will, Robert e Michael e Alec e Jace. Todas as cenas nas quais Jem pensa nas responsabilidades que assumiu como forma de honrar a memória de Will tem ecos narrativos nas decisões de Robert (“devo isso ao Michael”) e a insistência dele em manter vivas as lembranças de Will, assim como a forma que ele encara a memória do parabatai como forma de continuar firme parece ser equivalente às atitudes também tomadas por Robert. Também achei interessante conferir o lado mais doméstico e familiar de Robert, já que até então nos três últimos contos ele aparecera pouco tempo só com a filha. Ele é uma pessoa muito mais suave e o momento em que ele garante que Jace é um bom menino mesmo não parecendo com o pai porque percebeu a insegurança do garoto é de uma doçura sem limites. É um conto bem triste, apesar do final esperançoso, porque a saudade e a ausência por quem é insubstituível nunca morrem. E, mais uma vez, Robert Lightwood faz tudo.

    6 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 89
    • 5 estrelas56%
    • 4 estrelas28%
    • 3 estrelas15%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Cassandra Clare profile picture

    Cassandra Clare

    Cassandra Clare nasceu em uma família americana no Teerã, Irã e passou grande parte de sua infância viajando pelo mundo com sua família, incluindo uma caminhada pelo Himalaia quando criança, que foi quando ela passou um mês vivendo na mochila de seu pai. Antes dos seus dez anos de idade ela morou na França, Inglaterra e Suíça. O fato de que sua família se mudava muito, ela encontrou familiaridade nos livros e estava sempre com um livro debaixo do braço. Ela passou seus anos de escola em Los Angeles, onde ela costumava escrever histórias para divertir seus colegas, incluindo um romance épico chamado "The Beautiful Cassandra", baseado na homônima história de Jane Austen. Após a faculdade, Cassie viveu em Los Angeles e Nova York, onde trabalhou em várias revistas de entretenimento e até mesmo em alguns tablóides bastante suspeitos, onde ela relatou sobre a viagem ao mundo de Brad e Angelina e as avarias do guarda-roupa de Britney Spears. Ela começou a trabalhar no seu romance YA, Cidade dos Ossos, em 2004, inspirada na paisagem urbana de Manhattan, sua cidade favorita. Ela dedicou-se em tempo integral em sua ficção fantasia. A primeira venda profissional de Cassie foi um conto chamado "The Girl’s Guide to Defeating the Dark Lord", em uma antologia Baen de fantasia humor. Cassie odeia trabalhar em casa sozinha, porque ela sempre se distrai por reality shows e as travessuras dos seus dois gatos, por isso ela geralmente se propõe a escrever em cafés e restaurantes locais. Ela gosta de trabalhar na companhia de seus amigos, que vêem que ela adere a seus prazos. Atualmente, reside em uma antiga casa vitoriana em Nova Iorque com seu noivo, seus gatos, e lotes e lotes de livros. A triologia The Mortal Instruments tem sido citada em muitas listas de Best-Sellers

    239 Livros
    7.838 Seguidores
    Teerã, Irã

    Cassandra Clare