Nota-se ao decorrer do livro que o pensamento filosófico de Descartes se encontra numa ideia individual de sujeito e forma de pensar. René não é percursor do liberalismo (visto que Descartes morreu em 1650 e Adam Smith nasceu em 1723), mas que, especificamente neste livro, existem diversos momentos em que o pensamento cartesiano perpassa por uma lógica individual, do privado. A primazia aos "feitos por uma única mão" e a subversão ao coletivo. Definitivamente foi um nome importante para o avanço do capitalismo. Além disso, o francês deixa bem clara sua religiosidade e fé, que é católica, e o quanto ela influência em sua forma de pensar. Por fim, Descartes parte de um ponto moral e individualista. A dicotomia cartesiana de mente e corpo, emoção e razão é um tiro no pé. Não posso exigir que ele troque razão por materialismo-dialético pois, afinal Hegel e Marx são do século XVIII e XIX, respectivamente. Nota 2, mas pelo esforço e pela tentativa de estruturar uma linha teórica que faça sentido.