Estilos de aprendizagem: um estudo comparativo - Camila da Silva Schmitt & Maria José Carvalho de Souza Domingues

    não informado

    SciELO Brasil
    2016
    30 páginas
    1h 0m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    não informadoA necessidade de aperfeiçoar e de tomar mais eficiente o processo educacional torna o conhecimento dos estilos de aprendizagem um fator crucial para auxiliar no aprimoramento do ensino. Entender os instrumentos que são utilizados nas práticas de ensino é vital para incorporá-los de maneira eficiente em sala de aula, trabalhando seus pontos fortes e distribuindo as semelhanças e diferenças entre eles. Esse artigo teve como objetivo analisar cinco modelos utilizados em sala de aula e encontrar na comparação de suas características, aspectos similares e distintos, para que cada um seja direcionado à temática de aprendizado de cada tipo de pessoa. Em vista disso, se realizou uma revisão literária, pois ajuda a encontrar na literatura informações relevantes que respondam o problema investigado. Constatou-se que ao analisar os pressupostos de definição teórica dos modelos, houve complicações para se encontrar uma abordagem universal. Entre as dificuldades, é possível citar a escassez de apoio à investigação quanto a validade e confiabilidade. Camila da Silva Schmitt – Universidade Regional de Blumenau - Blumenau | SC | Brasil. Contato: camila.s.schmitt@gmail.com Maria José Carvalho de Souza Domingues – Universidade Regional de- Blumenau | Blumenau | SC | Brasil. Contato: mjcsd2008@gmail.com DOI: http://dx.doi.org/10.1590/S1414-40772016000200004

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    Rafael Zanini Francucci13/03/2018Resenhou um livro
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    Um embate entre cinco grandes

    Entre as pessoas que fazem parte do meio educacional, é um consenso geral, a aceitação da existência de uma ampla dimensão de métodos que visam analisar e definir o melhor caminho para a aprendizagem humana. Sabendo disso, o artigo acadêmico Estilos de aprendizagem: um estudo comparativo, da Universidade Regional de Blumenau em Santa Catarina, desenvolvido por duas pesquisadoras; Camila da Silva Schmitt e Maria José Carvalho de Souza Domingues, em julho de 2016, procura por meio da comparação entre métodos de aprendizagem responder à pergunta: entre os cinco modelos de aprendizagem analisados quais são suas semelhanças e diferenças? É possível notar uma divisão clara das partes que compõe o artigo. Basicamente são seis partes no total, e mais cinco subdivisões dentro da terceira parte do artigo. São as partes: introdução, base teórica, estilos de aprendizagem, metodologia, análise de resultados e conclusão. Na introdução é explicado o motivo da pesquisa juntamente com as fontes e materiais usados para o desenvolvimento do artigo. Na mesma introdução, podemos ler a razão da escolha de apenas cinco modelos de aprendizagem no trabalho de comparação. A razão sem dúvidas foi a impossibilidade real de construir uma pesquisa satisfatória, levando em consideração a dificuldade de meios para a pesquisa, em meio a inúmeros métodos disponíveis (que são muitos). Isso posto, os cinco métodos presentes no artigo foram escolhidos por possuírem um tempo de vida suficiente para coleta de evidências empíricas confiáveis. Os cinco métodos de aprendizagem escolhidos foram: Kolb, Gregorc, Felder-Silverman VARK e Dunn e Dunn. Após essa explicação, o artigo passa a trabalhar no sentido de expor as características principais de cinco métodos de aprendizagem. O primeiro método explicado foi o método Kolb, conhecido também por teoria da aprendizagem experiencial. Em especial, esse método tem duas características principais: a primeira, ligada ao desenvolvimento de um instrumento de medida denominado Inventário de Estilos de Aprendizagem (Learning Style Inventory - LSI), a segunda, configura o método como uma linha de ação centrado na pessoa, levando em consideração duas dimensões fundamentais para o processo de aprendizagem. O segundo método posto na mesa, é o chamado método Gregorc e, assim como o modelo Kolb, volta seu foco de análise para a pessoa. Trabalha de forma centrada na percepção humana. Acredita que o aprendizado se realiza em uma pessoa por duas vias principais: experiências concretas e raciocínio abstrato, variando de intensidade entre esses dois polos em diferentes épocas da vida. Outro ponto levantado pelo artigo relacionado ao método Gregorc foi a distinção do aprendizado em quatro tipologias. Nomeadas conforme as características que apresentam: Sequencial Concreto – SC, Aleatório Concreto – AC, Aleatório Abstrato – AA, Sequencial Abstrato – SA. Na sequência, o método de aprendizagem Felder e Silverman é abordado de forma breve, mas suficiente para conhecermos suas principais características. Esse método adota um modelo gráfico como ponto de medida para definir um estilo de aprendizado. Chamado de ILS (Index of Learning Styles) o gráfico é composto por quatro escalas, com dois polos e onze medidas de grau de intensidade. Na sequência, vemos a explicação do chamado modelo VARK, sigla para Visual, Aural-Read, Write and Kinesthetic. Tem como principal ponto, o uso de uma lista de verificação e um questionário, para a partir daí, reunir dados da relação de aprendizagem entre professor e aluno. Com base nesses dados, o método VARK postula que o ser humano possui quadro canais sensitivos de aprendizado: visual, auditivo, leitura/escrita e sinestésico. Portanto, a técnica de ensino é definida conforme a relevância dos dados levantados e postos no modelo de aprendizagem. Por fim, o quinto e último método, conhecido por Dunn e Dunn é sem dúvida o mais abrangente dos métodos analisados. Levando em consideração questões como ambiente, estado emocional, social, físico e psicológico, o mesmo retira do ser humano a exclusividade como agente transmissor e transformador de informação em conhecimento. Ponto importante deste trabalho acadêmico, fica demonstrado ao passo que terminamos de ler todas as exposições apresentadas, as autoras apresentam a análise e o resultado da comparação feita entre os diferentes estilos e concepções metodológicas de aprendizagem. Mostram grandes semelhanças em diferentes pontos, entre todos os cinco modelos estudados. Com pouca diferenciação entre os cinco, com um leve destaque do modelo Dunn e Dunn em relação aos demais. Tudo isso, é possível ver em uma tabela desenvolvida pelas autoras. O trecho a seguir destacado do artigo, resume de forma clara o resultado e conclusão da pesquisa de comparação entre os modelos: “O Modelo Gregorc, embora emergindo do trabalho de Kolb, é um modelo fenomenológico. VARK é um modelo sensorial/percepção. O Felder-Silverman combina partes do experiencial, da fenomenologia, e do sensorial. E o modelo de Dunn e Dunn combina elementos de todos os quatro anteriores. A aparente diferença nas bases teóricas para os estilos de aprendizagem sugere a observação de que é preciso haver perspectivas diferentes para captar o caráter de cada estilo de aprendizagem. “ Ademais, o artigo comenta sobre a validade e confiabilidade dos materiais e fontes consultadas, mostrando uma grande gama de trabalhos e artigos científicos realizados ao longo dos anos sobre cada um dos métodos expostos. Configurando assim, um grau de confiabilidade alto em relação aos modelos estudados. Para concluir, o artigo conduzido pelas autoras Camila da Silva Schmitt e Maria José Carvalho de Souza Domingues, traz informações importantíssimas sobre a arte do aprendizado humano, com dados até então pouco conhecidos ao público geral. Mostrando que estilos de aprendizagem participam diretamente no processo do ensino, esse último por fim, é extremamente complexo, não se restringindo apenas à aquisição de respostas ou mesmo de conhecimentos, mas envolvendo inúmeras variáveis que se combinam de diferentes formas e estão sujeitas à influência de fatores externos, internos, individuais e sociais

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