Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas1
    • Leitores6
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Desenhos a lápis -

    Oleg Almeida

    Scortecci Editora
    2018
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-13: 9788536654621
    Português Brasileiro
    4
    2 avaliações
    Leram2Lendo0Querem4Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados4Avaliaram2

    "Desenhos a lápis" de Oleg Almeida é uma espécie de diário lírico em que o autor relata, de forma simples e convincente, as impressões reais e, ao mesmo tempo, oníricas que lhe suscita a cidade de São Paulo, sua vida cotidiana, sua beleza e seus contrastes: uma estranha declaração de amor a Pauliceia que o "marcou, para todo o sempre, com sua aparente frieza e seu calor subjacente"... O artista desenha a lápis para traçar um esboço. Pretende que seja rascunho. Com o tempo e a vivência, o desenho pode ser apagado e refeito, ou reforçado e arte-finalizado. Como esboço ainda, é registro da impressão, não da convicção. O olhar do artista que testemunha cenas, pessoas, situações, neste livro, pertence ao poeta que observa de fora, estrangeiro quase, e é tomado de estranhamento por aquilo que toda gente vê, ao passar, e não enxerga. Ou não quer enxergar, gente anódina, álgica, autômata. Que assim é, se fez ou foi feita. Nesta coletânea de poemas breves, temos um mapa. Aleatório. Mosaicista. Os olhos verdes do mendigo – hosana, há mendigos de olhos verdes! O medo mais que mitológico da São Paulo que esmaga seus habitantes – de aço, concreto, obscuridade e medo; hipocrisias, couraças, egoísmos. Porém, há esperança, sinceridade e luz em quase tudo: grafites, multidões, praças, solidões, gírias, prisões, crenças. O poeta veio de fora, mas olha por dentro. E nos ajuda a enxergar a cidade que nem sequer vemos. Joaquim Maria Botelho - Jornalista, escritor e crítico literário

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (1)Ver mais
    Alan Martins picture
    Alan Martins10/04/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “Poesia em forma de diário e vice-versa”

    Título: Desenhos a lápis Autor: Oleg Almeida Editora: Scortecci Editora Ano: 2018 Páginas: 72 Veja o livro no site da editora: http://www.scortecci.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=12401 “Não é que tivesse vencido/ meus medos e preconceitos,/ mas entendi que do mal não se esconde debaixo da cama/ e contentei-me com isso.” (ALMEIDA, Oleg. Desenhos a lápis. Scortecci Editora, 2018, p. 16) Se São Paulo, a maior cidade do Brasil, é capaz de surpreender qualquer brasileiro que a visite, imagine quais impressões esse colosso pode causar em alguém de outro país! Oleg Almeida, nascido na Bielorrússia, converteu todas as surpresas que encontrou na capital paulista em poesia. POETA DE DOIS MUNDOS Oleg Almeida nasceu e cresceu na Bielorrússia. Formado em Letras pela Escola Central das Línguas Estrangeiras, em Moscou, trabalhou por um período na iniciativa privada. Chegou ao Brasil em 2005, obtendo a cidadania brasileira em 2011. Cultivou uma enorme paixão pela literatura desde cedo, encantando-se principalmente com os clássicos. Isso é observável em sua poesia. Além de poeta, Oleg é tradutor. Em parceria com a editora Martin Claret, já traduziu diversas obras de autores como Dostoiévski, Tolstói e Púchkin, diretamente dos originais em russo — traduções muito prestigiadas (clique AQUI e veja minha resenha do livro ‘Crime e castigo’, que foi traduzido por ele). Amante da literatura francesa, já verteu para o português grandes nomes, como Charles Baudelaire. Sua carreira como poeta lusófono é composta por diversos prêmios literários e quatro títulos publicados. São eles: ‘Memórias dum hiperbóreo’ (7 Letras, 2008), ‘Quarta-feira de Cinzas e outros poemas’ (7 Letras, 2011), ‘Antologia cosmopolita’ (7 Letras, 2013) e, o mais recente, ‘Desenhos a lápis’ (Scortecci, 2018). Para conhecer mais sobre o autor, clique AQUI para ler a entrevista que ele me concedeu. “O verme olha para o sol, deslumbrado,/ embora não saiba o que é aquilo.” p. 34 UM DIÁRIO EM VERSOS Poderíamos dizer que o livro é uma espécie de diário que Oleg Almeida escreveu enquanto passou alguns dias em São Paulo, registrando em forma de versos cada elemento dessa metrópole que chamou sua atenção. Um paulistano, por estar acostumado com o que vê todos os dias no percurso que faz de sua casa ao trabalho, talvez não consiga notar os detalhes que o autor deste livro conseguiu. A condição de “gringo” concedeu-lhe certa neutralidade, aquela mesma que os cientistas devem ter em suas pesquisas. E essa condição é um prato cheio para a criatividade de um poeta. Ao longo de sessenta e cinco poemas breves (poemetos), o mais brasileiro dos bielorrussos apresentará a diversidade da Pauliceia (não confundir com o pequeno município do interior do Estado de São Paulo), esta que é uma cidade que possui diversas outras dentro de si, um oceano cultural, gigante de concreto. “A beleza não diminui a selvageria,/ só a mascara:/ basicamente somos assim,/ pósteros de Caim.” p. 45 ESTILO LIVRE Para escrever os pequenos poemas que compõem esta coletânea, o autor resolveu utilizar a liberdade. Não uma liberdade excessiva, estética, mas sim tomando a liberdade de expressar sua opinião sobre o que foi observado. O leitor pode esperar por críticas sociais, ironia e bom humor. Ao caminhar pelas ruas, principalmente em uma grande cidade, encontramos muita hipocrisia. Oleg não tem medo de expor essa hipocrisia e não mede as palavras, o que rende boas risadas devido ao humor ácido. Todavia, ainda há espaço para o amor e o encantamento com as novidades encontradas ao visitar um novo local. São poemas rápidos, modernos e sem títulos (são apenas enumerados). A preocupação do autor é a mensagem transmitida com sua arte, não rimas ou métrica. Pessoalmente, é o tipo de poema que eu gosto. Sim, também gosto muito de rimas, porém uma mensagem por trás dos versos é algo quase imprescindível. Um livro que fala sobre a principal cidade brasileira através do olhar de alguém que veio de outro país. Leitura rápida e prazerosa. Há coisas das quais apenas tomamos consciência quando alguém de fora nos aponta, Oleg nos faz abrir os olhos para esses detalhes que deixamos passar. “[…] os servidores passam sem vê-lo;/ quando o empurram casualmente,/ pedem desculpas e veem, com grande pasmo,/ que o mendigo tem olhos verdes.” p. 10 SOBRE A EDIÇÃO Edição comum, brochura, capa com orelhas, miolo em papel Book Slim Millenium (de coloração off-white, semelhante ao Pólen Soft), boa diagramação em um bonito projeto gráfico, muito agradável à leitura. Minha edição tem um quê de especial. Recebi-a do próprio autor, que a enviou junto a um outro livro de sua autoria — que em breve apresentarei por aqui —, com dedicatória e tudo. “Há quem a xingue de puta/ e quem lamente a sua vida desperdiçada,/ porém vários pais de família dormem com ela/ e tudo corre às mil maravilhas.” p. 23 CONCLUSÃO Poemas breves, críticos, sarcásticos, bem-humorados, romanescos. Foram escritos com muita liberdade, falando de formas diferentes sobre um tema principal, que é a cidade de São Paulo, que abrange em si inúmeros outros temas. Uma ideia muito interessante a de compor um diário em forma de poesia, pois este é o registro das impressões que marcaram Oleg Almeida ao visitar a selva de concreto. Espere uma leitura tranquila e divertida, conheça um pedaço do Brasil pela ótica de um estrangeiro, abra os olhos para pequenos detalhes. Escrita moderna e descomplicada, inteligente e composta por palavras muito acertadas. Livro que pode ser lido em pouco tempo e, chegando ao final, você sentirá vontade de começar outra vez. “[…] ‘meu lado ruim e meu lado bom, tu que me chamas/ de inferno na terra, retém tua língua, pois é preciso/ morreres para saber se há vidas melhores!'” p. 39 Minha nota (de 0 a 4): 4,5 Alan Martins Visite o blog e conheça outros livros!

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 2
    • 5 estrelas0%
    • 4 estrelas100%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Oleg Andréev Almeida profile picture

    Oleg Andréev Almeida

    Oleg Almeida é considerado “poeta de dois mundos” (Marco Lucchesi). Nascido em 1º de abril de 1971 na Bielorrússia, uma das repúblicas ocidentais da então União Soviética, ele conseguiu certa projeção nos meios artísticos do país natal e, vindo ao Brasil com 34 anos de idade, adotou o português como língua de criação literária. Seu livro de estreia, romance poético Memórias dum hiperbóreo, foi lançado pela Editora 7Letras em 2008 e galardoado com o Prêmio Internacional Il Convivio (Itália) em 2013. Outro livro de sua autoria, Quarta-feira de Cinzas e outros poemas, também editado, em 2011, pela 7Letras, ganhou o Prêmio Literário Bunkyo outorgado, em 2012, pela comunidade nipônica do Brasil. “Que seja um bielorrusso naturalizado brasileiro um dos melhores poetas do Brasil deste século 21 é mistério que só mesmo a arte poética pode explicar” – afirma o pesquisador e crítico literário Adelto Gonçalves em seu ensaio Um poeta brasileiro que veio da Bielorrússia divulgado em quatro países (Brasil, Portugal, Rússia e Moçambique). Oleg Almeida traduziu do francês O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa de Charles Baudelaire (Martin Claret, 2010) e Os cantos de Bilítis de Pierre Louÿs (Ibis Libris, 2011); traduziu do russo Canções alexandrinas de Mikhail Kuzmin (Arte Brasil, 2011), Pequenas tragédias de Alexandr Púchkin (Martin Claret, 2012), Diário do subsolo (Martin Claret, 2012), O jogador (Martin Claret, 2012) e Crime e castigo (Martin Claret, 2013) de Fiódor Dostoiévski; verteu para o russo a peça teatral Tu país está feliz (Thesaurus, 2011) e uma série de poemas avulsos de Antonio Miranda. Tem-se dedicado, igualmente, às traduções científicas, técnicas e comerciais. Sócio da União Brasileira de Escritores (UBE/São Paulo) desde 2010, Oleg Almeida colabora com diversas mídias impressas e eletrônicas, administra o projeto “Stéphanos: Enciclopédia virtual da poesia lusófona contemporânea”, mantido em seu site literário, e atua como agente cultural em Brasília. Dentre suas obras recentes destacam-se a coletânea de poesia multilíngue Antologia cosmopolita (7Letras, 2013) e a tradução de uma extensa série de contos clássicos russos, publicada a partir de 2014 pela editora Martin Claret.

    4 Livros
    3 Seguidores

    Oleg Andréev Almeida