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    Nunca houve um castelo -

    Martha Batalha

    Companhia das Letras
    2018
    248 páginas
    8h 16m
    ISBN-13: 9788535930825
    Português Brasileiro
    4.2
    548 avaliações
    Leram713Lendo26Querem613Relendo1Abandonos13Resenhas89
    Favoritos53Desejados613Avaliaram548

    <b>Em seu segundo romance, Martha Batalha recria a trajetória dos descendentes de Johan Edward Jansson, cônsul da Suécia no Brasil que em 1904 construiu um castelo em Ipanema.</b> Rio de Janeiro, 1968. Estela, recém-casada, mancha com choro e rímel a fronha bordada de seu travesseiro. Uma semana antes ela estava na festa de Réveillon que marcaria de modo irremediável seu casamento. Estela sabia decorar uma casa, receber convidados e preparar banquetes, mas não estava preparada para o que aconteceu. Setenta anos antes, Johan Edward Jansson conhece Brigitta também em uma festa de Réveillon, em Estocolmo. Eles se casam, mudam-se para o Rio de Janeiro e constroem um castelo num lugar ermo e distante do centro, chamado Ipanema. <i>Nunca houve um castelo</i> explora como essas duas festas de Ano-Novo definem a trajetória dos Jansson ao longo de 110 anos. É uma saga familiar embebida em história, construída com doses de humor, ironia e sensibilidade. A riqueza e a complexidade dos múltiplos personagens criados por Batalha permitem tratar de temas que se entrelaçam e definiram a sociedade brasileira nas últimas décadas, como o sonho da ascensão social, os ideais femininos e feministas, a revolução sexual, a reação ao golpe militar, a divisão de classes, a deterioração do país. Um romance comovente sobre escolhas e arrependimentos, sobre a matéria granular da memória e as mudanças imperceptíveis e irremediáveis do tempo.

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    Resenhas (89)Ver mais
    Weslei Salgado picture
    Weslei Salgado17/07/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Riofóbico que sou, é muito bonito quando leio um livro que se passa no RJ e o escritor querendo ou não faz da cidade um personagem. Cria das novelas de Manoel Carlos quando criança, era quase possível escutar a bossa nova enquanto lia ou esperar uma Helena aparecer. Toda boêmia carioca está de novo poeticamente retratada, vide a obra anterior da escritora ser um dos raros casos em que eu gostei mais da adaptação do que do livro no caso A VIDA INVISÍVEL. O que eu gostei: 1. A primeira parte com a história dos imigrantes e a construção do castelo (ou não) é fantástica. 2. A ligação entre os personagens entre a primeira e a segunda parte , mesmo para um livro relativamente pequeno. Se piscar você perde. 3. O núcleo ditadura militar em tempos de AINDA ESTOU AQUI. 4. A ambientação nos anos 60 e 70. 5. Ipanema como personagem. 6. Como podemos ser refém das nossas escolhas durante toda a vida, sem nos permitir viver o que queremos. Seja uma esposa tendo um caso ou um marido que a vida inteira fugiu da sua sexualidade. O que não gostei: O título não funcionou pra mim, vide que o título na gringa é algo como O CASTELO DE IPANEMA, o que cairia muito melhor. Saldo muito positivo, recomendo!

    62 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 548
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas48%
    • 3 estrelas18%
    • 2 estrelas3%
    • 1 estrelas0%
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    Martha Mamede Batalha

    Martha M. Batalha formou-se em jornalismo pela PUC Rio e tem mestrado em Literatura Brasileira pela mesma universidade. Trabalhou como repórter e editora dos jornais O Dia, O Globo, Extra e Globo On. Em 2003 Martha criou a editora e produtora cultural Desiderata, que lançou os best-sellers OMelhor do Pasquim e O Planeta Diário. O catálogo incluía títulos de Millôr Fernandes, Ivan Lessa, Jaguar e André Dahmer. A Desiderata também trouxe para o Brasil a maior exposição de fotojornalismo do mundo, a World Press Photo. Em 2008 a editora foi vendida para a Ediouro e Martha foi morar em Nova York. Lá, iniciou um mestrado em Publishing na New York University e recebeu a OSCAR DYSTEL FELLOWSHIP, maior prêmio concedido a estudantes do curso. Também em Nova York Martha estagiou na Harper Collins e trabalhou na editora Workman, onde desenvolveu a área de projetos institucionais. Martha sempre escreveu mas A vida Invisível de Eurídice Gusmão é seu primeiro livro a ser publicado. Seu livro de estreia foi vendido a 10 países e para o cinema antes de ser publicado no Brasil.

    13 Livros
    102 Seguidores

    Martha Mamede Batalha