Street Without a Name - Childhood and Other Misadventures in Bulgaria

    Kapka Kassabova

    Penguin Book
    2008
    337 páginas
    11h 14m
    ISBN-13: 9780143008644

    Kassabova was born in Sofia, Bulgaria and grew up under the drab, muddy, grey mantle of one of communism’s most mindlessly authoritarian regimes. Escaping with her family as soon as possible after the collapse of the Berlin Wall, she lived in Britain, New Zealand, and Argentina, and several other places. But when Bulgaria was formally inducted to the European Union she decided it was time to return to the home she had spent most of her life trying to escape. What she found was a country languishing under the strain of transition. This two-part memoir of Kapka’s childhood and return explains life on the other side of the Iron Curtain.

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    Nivia Oliveira25/02/2023Resenhou um livro
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    Esse é o tipo de diário de viagem que eu gosto: não há apenas descrições de monumentos. Kapka mostra a Bulgária com o olhar de um autóctone. Ela nasceu em Sofia (capital) e emigrou para a Nova Zelândia, com seus pais, quando era adolescente. Assim os lugares que ela visita são aqueles em que ela passou algo memorável, emocionante. Em suas visitas a amigos e parentes ela tenta entender o sentimento búlgaro daqueles que ficaram no país penando com a cortina de ferro do Totalitarismo, depois o muro do comunismo, as consequências da 2ªGM, e depois as misérias do capitalismo e o terrorismo de 1925. A autora está sempre se perguntando: eu sou búlgara ou neozelandesa? Quem deixa sua terra natal, merece voltar, apesar de ter “o direito de regressar”? Porque no final das contas ela viveu e absorveu mais a cultura do país que a acolheu, afinal sua infância fora limitada pelas questões políticas/econômicas. O título, que me lembrou a música do U2, “Where the streets have no name” (onde as ruas não têm nome). O vocalista Bono explicou a canção certa vez: é possível identificar uma pessoa pela religião ou situação econômica de onde ela viveu? A imagem que Kapka tem da Bulgária é de um país sem rosto. Historicamente foi dos Otomanos, Turcos, Russos...e agora? “A república das bananas, sem as bananas”., ela disse😊 Assim como ela, quando chegou no aeroporto e foi tratada como turista. Há um episódio que ela se lembra da novela brasileira, Escrava Isaura, que ela assistiu em 1976. A única diversão permitida pelo Estado. P. 41 O livro 1984 de George Orwells era proibido. Há uma frase que eu grifei: “O muro não nos protegia mais, exceto das coisas que a gente queria.” P. 110 Algo que eu não entendi bem foi os “Gypsis”, traduzindo “ciganos”, isto é, nômades, mas eu entendi, pelas histórias que contaram, que eram os búlgaros campesinos, justamente aqueles que não quiseram sair do país. Teoricamente não seriam ciganos... Outros fatos interessantes pontuados: Os banheiros turcos - apenas um buraco no chão. P.76 Após o a chuva radioativa de Chernobyl o pai dela morreu de ataque cardíaco e a mãe de câncer.87 A proibição de gays no socialismo. P. 91 Quando chegou a democracia veio junto uma mega-inflação e a falta de luz e papel higiênico. O avô dela era do exército vermelho russo. P. 165 O iogurte de cabra (iguaria local, primeiro iogurte do mundo) p. 177 Frases muito utilizadas: “Todo mundo está errado, a menos que vc seja um “red” (vermelho=comunista”). ☹ p. 216

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