Eu adorei Warcross, então fiquei louca para ler este daqui assim que terminei o primeiro. Foram só algumas críticas negativas de pessoas cuja opinião eu levo bem a sério que me fizeram adiar a leitura um pouco. As críticas estavam certas, mas só até certo ponto. Para falar a verdade, gostei bastante de Wildcard e, apesar de que não vou ignorar os problemas do livro, me diverti do começo ao fim.
É um livro cheio de reviravolta, cheio de revelações e com bastante ação desde o começo. As únicas coisas que me deixaram mais desinteressada nele foram algumas lembranças do Zero e de outros personagens secundários, mas elas são poucas. Também cheguei a achar que a descrição da autora para alguns aspectos mentais dos personagens ficou exagerada e talvez tenha passado do limite, mas isso vai depender mais do próprio leitor estar aberto à visão dela.
Mas o que as resenhas que eu vi antes mencionaram, e eu concordo, é que a Emika é super inútil. Ela não tem atitude, é usada por todo mundo, mas continua sendo apreciada e vista como incrível e indispensável pelos outros. Isso é bem estranho, principalmente quando ela passa o livro inteiro só como telespectadora. Além de ser chato ter uma protagonista sem atitude, isso serviu para me mostrar que ela não tem personalidade própria ou crescimento pessoal durante a duologia. Pelo menos, não tem nada aqui.
Acho que o ápice disso é a última página do livro, que prova como a autora não teve muita noção do alcance de uma personagem tão sem graça e dispensável. A Marie Lu é uma das minhas autoras favoritas exatamente porque ela cria e desenvolve personagens complexas pelos seus livros, mas Emika é bem superficial e genérica.
Eu não deixei isso estragar o livro para mim, foquei mais no Hideo e nas revelações do enredo. Ainda acho que tinha mais a ser trabalhado aqui, que trabalhar em cima do que a história acabou sendo teria ajudado, mas eu gostei bastante. E vou continuar comprando e lendo tudo que a Marie Lu escrever sem nem parar para ler a sinopse antes.