As Origens do Pensamento Grego -

    Jean-Pierre Vernant

    Bertrand Brasil
    1998
    108 páginas
    3h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Em 'As origens do pensamento grego', tomamos conhecimento de como, embora estivesse atrelada ao mito, a Razão não apenas se desvinculou dele, mas também o ultrapassou, logrando, com isso, a constituição daquilo que conhecemos como a Filosofia. Desse modo foi possível o surgimento da Polis e do debate político, que passa a ser vivenciado na Ágora, símbolo maior da troca não só de mercadorias, como também de idéias.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (15)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (14)Ver mais
    Dinoélia di Cássia Ferreira picture
    Dinoélia di Cássia Ferreira27/10/2010Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    As Origens do Pensamento grego (Jean Pierre Vernant)

    No primeiro capítulo “O quadro histórico”, o autor fala do início do II milênio. Das semelhanças existentes entre Ocidente e Oriente e da invasão dos povos mínios e hititas, mais ou menos no período entre 2000 e 1900 a.C, invasões estas que se marcariam ruptura do mundo grego, tal como o conhecemos, com as antigas civilizações da idade anterior. Neste capítulo ficamos conhecendo algumas características das primeiras civilizações gregas e a importância atribuída aos cavalos e ao seu uso na idade antiga. No segundo capítulo “A Realeza Micênica”, o autor cita os problemas de decifração e interpretação referentes aos documentos encontrados, que muitas vezes são reduzidos a inventários anuais e redigidos em tijolos crus, mostrando o quão difícil será estabelecer um panorama da organização social micênica através desses meios. Contudo, algumas interpretações se encontram em determinados pontos. Com isso o autor nos fala sobre a vida social e os papeis desenvolvidos pela mesma, citando os escribas, a Realeza burocrática e o domínio da agricultura. Vernant ainda nos fala sobre as características da Realeza micênica e sobre as diferenças existentes entre esta civilização e a de Creta, destacando a arquitetura dos palácios, seu papel militar e a corte. No terceiro capítulo “A crise da soberania”, percebemos o surgimento de uma nova era na civilização grega, pois é quando vai se solidificar algumas transformações sociais nas artes e, sobretudo na língua. O autor nos diz que em meio ao caos do desmoronamento do sistema palaciano micênico, é que surgirão reflexões e especulações políticas que definirão uma primeira forma de sabedoria. Vemos surgir uma nova arquitetura, onde construções urbanas, ou seja, as cidades, não se agrupam mais em torno de um palácio real, e sim centralizadas em um espaço comum. No quarto capítulo “O universo espiritual da polis” o autor nos apresenta a consolidação e organização da cidade no século VII e VI, através dela os gregos notarão uma invenção na vida social e na relação entre os homens. Vernant fala da importância atribuída à palavra, a arte da oratória, que agora servirá, além de tudo, para o debate, a discussão e argumentação; a importância da escrita e da razão. Neste capítulo percebemos o surgimento da filosofia e sua ambigüidade e a criação de leis. No quinto capítulo “A crise da cidade. Os primeiros sábios”, Vernant aborda vertentes sobre confusões e conflitos internos que vão desencadear em uma crise de fatores basicamente econômicos no final do século VII e que deram lugar a novas reflexões morais e políticas. Informa-nos também que o Direito estava intimamente ligado a aspectos religiosos. No sexto capítulo “A organização do cosmos humano”, Vernant fala sobre as diversas correntes de pensamento moral do século VI, onde de um lado os valores aristocráticos se apresentam, sobretudo sobre a riqueza e de outro um espírito democrático. Aborda os diversos elementos que compõem a cidade, e nos fala sobre a função dos sábios que seria explicitar os valores que devem ser adquiridos pelos cidadãos para manter a ordem na cidade. No sétimo capítulo “Cosmogonias e mitos de soberania”, o autor fala da revolução intelectual e o surgimento da razão, que vem dar lugar ao pensamento mitológico. O mundo agora passa a ser explicado de uma forma lógica. Porém, apesar de o mito não servir mais para explicar o mundo, Vernant não deixa de esboçar qual papel esse desempenhava na sociedade. No oitavo e último capítulo “A nova imagem do mundo”, Vernant ressalta a importância dos escritos de Anaximandro; difere a astronomia grega da astronomia babilônica e de outros povos do oriente, porém, não deixa de salientar a importância desta, que teve papel relevante na construção do conhecimento grego. O autor ainda fala que agora existe uma nova geometrização do universo físico, uma nova construção de mapas e uma nova forma de pensamento sem analogia ao mito.

    7 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.1 / 262
    • 5 estrelas35%
    • 4 estrelas44%
    • 3 estrelas17%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas0%