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    Assinatura de um sujeito qualquer: dispositivo, campo e potência em Giorgio Agamben -

    Giorgio Agamben

    Editora FI
    2017
    173 páginas
    5h 46m
    ISBN-13: 9788556962577
    Português Brasileiro
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    Essa investigação tem por objetivo conciliar os conceitos de “dispositivo”, “exceção”, “campo” e “potência” da filosofia de Giorgio Agamben. A metodologia utilizada é hipotético-dedutiva e arqueológica. Num primeiro momento tratar-se-á de realizar uma investigação da arqueologia dos conceitos de dispositivo e homo sacer conjuntamente com a análise da categoria da “exceção” do jurista Carl Schmitt, permeada pela categoria da “violência pura” de Walter Benjamin, para se alcançar a noção de exceção em Giorgio Agamben e a categoria da vida nua. Em seguida, será realizada uma análise das máquinas antropológica e governamental, e como elas se relacionam entre si e com a exceção e a vida nua. Num segundo momento, após a análise das referidas categorias, a presente monografia se propõe a analisar o conceito de campo em Giorgio Agamben, categoria presente no último capítulo de Homo sacer: o poder soberano e a vida nua I, desde sua genealogia, que se dá a partir dos campos de concentração do início do século XX, até sua implicação nos governos democráticos modernos, que origina a biopolítica. Após, será verificada a categoria da potência, que Agamben retira prioritariamente da Dynamis aristotélica, e sua relação com o conceito de inoperosidade, muito presente nos últimos escritos de Giorgio Agamben. Também será feita uma análise das categorias agambenianas do qualquer, da klésis e da altíssima pobreza como formas de vida que revelam a inoperosidade essencial e de que maneira essas formas de vida se relacionariam com a categoria chamada forma-de-vida; logo a seguir, as categorias do resto e da multidão serão empregadas como paradigmas da organização da forma-de-vida potencial. O tempo messiânico será, então, analisado a partir dos conceitos temporais de chronos e kairós e dos conceitos histórico-linguísticos de diacronia e sincronia. Após, o autor, ao tentar relacionar as categorias de resto com a história e a linguagem, apresenta o experimentum a partir dos livros Infância e história (1978), Bartleby, ou da contingência (1993) e O tempo que resta (2000) de Giorgio Agamben como uma experiência que ocorre a partir do não-linguístico, e que extinguiria a categoria da vida nua e poria fim à biopolítica.

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    Giorgio Agamben

    Agamben foi educado na Universidade de Roma, onde em 1965 escreveu uma tese laurea inédita sobre o pensamento político de Simone Weil. Agamben participou dos seminários Le Thor de Martin Heidegger (sobre Heráclito e Hegel) em 1966 e 1968. Na década de 1970, trabalhou principalmente com linguística, filologia, poética e tópicos da cultura medieval. Nesse período, Agamben começou a elaborar suas preocupações primárias, embora seus rumos políticos ainda não estivessem explícitos. Em 1974-1975 foi fellow do Warburg Institute, University of London, por cortesia de Frances Yates, a quem conheceu por intermédio de Italo Calvino. Durante esta bolsa, Agamben começou a desenvolver seu segundo livro, Stanzas (1977). Agamben esteve próximo dos poetas Giorgio Caproni e José Bergamín, e da romancista italiana Elsa Morante, a quem dedicou os ensaios "A Celebração do Tesouro Escondido" (em O Fim do Poema) e "A Paródia" (em Profanações). . Foi amigo e colaborador de eminentes intelectuais como Pier Paolo Pasolini (em cujo O Evangelho Segundo São Mateus fez o papel de Filipe), Italo Calvino (com quem colaborou, por um curto período, como assessor do editora Einaudi e desenvolveu planos para uma revista), Ingeborg Bachmann, Pierre Klossowski, Guy Debord, Jean-Luc Nancy, Jacques Derrida, Antonio Negri, Jean-François Lyotard e muitos, muitos outros. O pensamento político de Agamben foi fundado em suas leituras da Política de Aristóteles, da Ética a Nicômaco e do tratado Sobre a Alma, bem como nas tradições exegéticas sobre esses textos na Antiguidade Tardia e na Idade Média. Em sua obra posterior, Agamben intervém nos debates teóricos que se seguiram à publicação do ensaio de Nancy La communauté désoeuvrée (1983) e da resposta de Maurice Blanchot, La communauté inavouable (1983). Esses textos analisavam a noção de comunidade em um momento em que a Comunidade Européia estava em debate. Agamben propôs seu próprio modelo de comunidade que não pressupunha categorias de identidade em The Coming Community (1990). Nessa época, Agamben também analisava a condição ontológica e a atitude “política” de Bartleby (do conto de Herman Melville) – um escrivão que “prefere não” escrever. Atualmente, Agamben leciona na Accademia di Architettura di Mendrisio (Università della Svizzera Italiana) e lecionou na Università IUAV di Venezia, no Collège International de Philosophie em Paris e na European Graduate School em Saas-Fee, Suíça; anteriormente lecionou na Universidade de Macerata e na Universidade de Verona, ambas na Itália. Ele também ocupou cargos de visita em várias universidades americanas, desde a University of California, Berkeley, até a Northwestern University, e na Heinrich Heine University, Düsseldorf. Agamben recebeu o Prix Européen de l'Essai Charles Veillon em 2006. Em 2013, ele recebeu o Prêmio Dr. Leopold Lucas da Universidade de Tübingen por seu trabalho intitulado Leviathans Rätsel (Leviathan's Riddle, traduzido para o inglês por Paul Silas Peterson)

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    Giorgio Agamben