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    Salões de Paris (Acervo #2) -

    Marcel Proust

    Carambaia
    2018
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9788569002369
    Português Brasileiro
    3.5
    25 avaliações
    Leram36Lendo2Querem68Relendo0Abandonos1Resenhas5
    Favoritos2Desejados68Avaliaram25

    Antes de se tornar o autor consagrado de Em busca do tempo perdido, Marcel Proust, como tantos escritores de sua época, passou pelo jornalismo. Foi nos periódicos franceses que publicou seus primeiros textos: crônicas em que descreve os salões parisienses – espécies de saraus literários e musicais, frequentados por aristocratas e gente da alta sociedade da época –, críticas de moda, arte e literatura, além de textos inspirados na atualidade política e até policial. Salões de Paris traz uma seleção de 21 crônicas escritas por Proust e publicadas na imprensa francesa, principalmente no jornal Le Figaro, mas também em periódicos de curta duração como o Le Mensuel (que circulou entre outubro de 1890 e setembro de 1891) ou revistas especializadas, como a Revue d’Art Dramatique (1886-1909) ou a Revue Blanche (1889-1903). O design da coleção é assinado pelo Bloco Gráfico, constituído por Gabriela Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas. Os livros têm acabamento em brochura, formato 13x20 cm, e utilizam papéis especiais e certificados: o sueco Munken Print Cream 80 g/m2 no miolo e o escocês Pop Set Black 320 g/m2 na capa. Outro detalhe do volume é a inclusão de um fitilho bordado com o logo do Acervo.

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    jota 11 picture
    jota 1125/06/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    BOM: mas talvez seja mais bem apreciado por especialistas em literatura e fãs incondicionais de Proust

    Lido entre 17 e 24/06/2021. Avaliação da leitura: 2,7/5,0 Que me lembre li pouco Marcel Proust (1871-1922), acho que apenas No Caminho de Swann (1913), volume I de Em Busca do Tempo Perdido, e Os Prazeres e os Dias (1896), primeiro livro publicado pelo autor francês, ambos há mais de uma década. No início deste ano, com a continuação da pandemia, tinha pensado em ler os sete volumes de Tempo Perdido mas desisti logo nas primeiras páginas da releitura do volume I. Dizem que quem passa da página 80 (li isso em algum lugar na ocasião) então não pensará mais em desistir e ficará deleitado com a leitura do restante de toda sua obra. Não aconteceu comigo, infelizmente. Mas pela importância de Proust na literatura mundial e para compensar minhas deficiências de leitor, adquiri esse Salões de Paris, reunião de 22 crônicas publicadas em revistas e jornais franceses no tempo em que MP era jornalista, melhor dizendo fazia um tipo de colunismo social. Algumas delas foram publicadas com seu nome real, outras com pseudônimos curiosos como “Étoile Filante” (Estrela Cadente), Dominique, Horatio, Pierre de Touche etc. Aqui também é preciso certa dose de paciência para levar a leitura até o final de cada texto, mas como eles são curtos – e alguns, bem poucos na verdade, são interessantes –, então não demorei tanto assim para finalizar o volume. Antes, é necessário ler a Nota do Editor, Proust Jornalista, mas especialmente a Apresentação com esboço de cronologia proustiana, de Guilherme Ignácio da Silva, professor de literatura francesa e especialista em Proust. Os dois textos são úteis, ajudam a situar as coisas e clarear fatos sobre a escrita proustiana. Eles situam as crônicas no tempo e no espaço, quer dizer, nos salões de Paris, então frequentados por princesas, condes, condessas, membros da antiga e nova nobreza, alta burguesia ligada às artes etc. no tempo da chamada “belle epóque”. Período de cultura cosmopolita européia, sobretudo francesa, que se iniciou nos anos finais do século XIX e foi até a Primeira Guerra Mundial mais ou menos. A apresentação do professor Silva vai mais longe, identifica em algumas crônicas personagens, lugares e situações que irão depois reaparecer nas páginas de Em Busca do Tempo Perdido e isso seguramente é muito interessante para os fãs incondicionais de Proust. Mas como eu, eles terão de passar também por uma crônica altamente bajuladora (como várias das que escreveu) que Proust publicou em 1894, Festa Literária em Versalhes. Nela ele, que então assina Toda Paris, não apenas descreve o local onde a aristocracia parisiense está reunida, o teatro de Versalhes, mas as modas, os trajes das mulheres em detalhes, os nomes daquelas pessoas todas, uma imensa lista que toma quase duas páginas da crônica! Uma atriz bastante famosa estava presente a “(...) sra. Sarah Bernhardt, usando um longo vestido de seda prateada, enfeitada com uma magnífica renda guipura de Veneza”, que depois iria declamar alguns versos de uma certa Mademoiselle Bartet. Pesquisando, descobri ser ela outra famosa atriz do final do século XIX e início do século XX. Na sequência, mais duas crônicas, ambas com o mesmo título, A Moda, porém uma de 1890 e outra de 1891, dois textos bem femininos, melhor, sobre o mundo feminino, sobre modas, vestidos de baile, um assunto que para Proust era “infinito!”. Felizmente nessa altura faltavam poucas páginas para o final do volume. Ao mundanismo, aos ricos salões descritos nas crônicas de Proust se opõe a narrativa de outro autor francês (ou franco-argelino), de outra época, Albert Camus (1913-1960), de quem já li algumas obras e que escreveu em sua ficção autobiográfica, O Primeiro Homem, livro inacabado: “A memória dos pobres já é por natureza menos alimentada que a dos ricos, tem menos pontos de referência no espaço, considerando que eles raramente saem do lugar onde vivem, e tem também menos pontos de referência no tempo de uma vida uniforme e sem cor. [...] Só os ricos podem reencontrar o tempo perdido. Para os pobres, o tempo marca apenas os vagos vestígios do caminho da morte.” E ficamos por aqui...

    5 curtidas

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    Avaliações

    3.5 / 25
    • 5 estrelas16%
    • 4 estrelas52%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas8%
    • 1 estrelas4%
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    Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust

    Escritor francês cuja obra <i>Em Busca do Tempo Perdido</i> (1914-1927), composta de sete livros, é considerada um dos melhores romances do século XX. Nascido em Paris, asmático e de família rica, é cercado de cuidados durante a infância. Aos 35 anos sua asma se agrava e o torna um inválido crônico. Passa o resto da vida quase sem sair de casa, trabalhando em sua grande obra. Sua produção literária se inspira nos costumes da alta burguesia parisiense e abre novos caminhos no campo da narrativa, ao adotar um estilo não-linear de expressão da simultaneidade dos acontecimentos. Sua ficção foi conhecida por transformar textos confessionais em romance, através da introdução da ideia da lembrança involuntária. Para Proust, as sensações são indestrutíveis e o passado pode ser reconquistado por força de uma iluminação produzida pelo acaso. Ao artista cabe recuperar o material fornecido por essas iluminações. Proust foi vencedor do prestigioso Prêmio Goncourt na França. A influência de sua obra sobre escritores como Virginia Woolf, Graham Greene e Vladimir Nabokov atesta a consagração internacional que ocorreu após sua morte.

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    Valentin Louis Georges Eugène Marcel Proust