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    O Crime do Padre Amaro (Obras de Eça de Queirós) -

    Eça de Queiroz

    Editorial Presença
    2005
    424 páginas
    14h 8m
    ISBN-10: 972233459X
    Português
    3
    1 avaliação
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    [O Crime do Padre Amaro de Eça de Queirós]: Com base nas edições críticas publicadas pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda sob a coordenação do Professor Carlos Reis, a Presença dá a conhecer ao público em geral o texto que corresponde à última vontade do autor fixado em edição corrente. A partir deste critério foram já publicados O Mandarim, A Capital , Alves e Cª e A Ilustre Casa de Ramires. Publicado pela primeira vez em 1875 nos fascículos da Revista Ocidental, O Crime do Padre Amaro apresentou três versões definitivas, sendo a última a que serviu de base a esta edição. Agora o leitor tem a confiança de ler a versão definitiva de Eça de Queirós, atentamente revista e rigorosamente fixada ao alcance do vastíssimo público que aprecia Eça. Narrado na terceira pessoa, a acção decorre em Leiria, local onde o padre amaro, jovem protagonista do romance, conhece Amélia, pela qual se enamora, iniciando um relacionamento proibido, longe dos olhares da Igreja. Na realidade, Amaro não se preocupava com a reprovação de outros elementos do clero, que à sua semelhança, mantinham relações conjugais. Este é pois um retrato corrosivo sobre o celibato do clero, uma denúncia ao provincianismo, à superficialidade profissional, ao vazio interior dos padres e ao culto das falsas aparências. Uma edição corrente, sem aparato crítico, de grande qualidade, de um dos maiores romancistas de sempre.

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    Raike23/05/2025Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Esse final é um delírio coletivo?

    Meu primeiro livro do autor, eu gostei bastante, porém confesso que fiquei meio decepcionado no final. Padre Amaro, você é um ser desprezível...

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    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz