An Artist of the Floating World -

    Kazuo Ishiguro

    Faber & Faber
    2013
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780571283873

    It is 1948. Japan is rebuilding her cities after the calamity of World War Two, her people putting defeat behind them and looking to the future. The celebrated artist, Masuji Ono, fills his days attending to his garden, his house repairs, his two grown daughters and his grandson; his evenings drinking with old associates in quiet lantern-lit bars. His should be a tranquil retirement. But as his memories continually return to the past - to a life and career deeply touched by the rise of Japanese militarism - a dark shadow begins to grow over his serenity.

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    Berttoni Licarião18/04/2024Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    Leituras de 2023 An artist of the floating world [1986] Kazuo Ishiguro (Nagasaki, 1954-) Vintage International, 2012, 208 p. No Japão da era Edo (1600-1867), o “mundo flutuante” (Ukiyo) designava tanto um estilo de vida pautado na busca pelo prazer quanto a manifestação toponímica desse mesmo princípio: os bairros de lanternas vermelhas para onde fluíam artistas e boêmios. Derivado da crença budista no “mundo de sofrimento”, o conceito foi ironicamente reapropriado ao longo dos séculos em alusão à beleza da impermanência, à volúpia da transitoriedade e à existência sem sentido do indivíduo: valores que, por definição, sustentavam as casas de prazeres japonesas. Mas o mundo flutuante é, ainda, metáfora para um mundo em transição, sobretudo se pensarmos no contexto da Segunda Guerra Mundial e da participação do Japão naquele conflito. O artista a que este título de Ishiguro faz referência é Masuji Ono, e o romance, narrado por Ono, se passa ao longo dos anos de 1948 e 1949. Com o fim da guerra, Ono se vê testemunha da dissolução de antigos valores (a exemplo dos distritos vermelhos em decadência), escombros da guerra e da modernização do Japão, e do surgimento de novos valores. Após uma fracassada tentativa de casar sua filha mais nova (por conta, desconfia, de sua arte ter sido usada durante a guerra pela propaganda imperialista), Ono se vê obrigado a reatar algumas pontas soltas de seu passado como forma de garantir que sua (má) fama não prejudique as chances de matrimônio de sua filha com um novo pretendente. Como em outros romances do prêmio Nobel, “Um artista…” é mais uma narrativa de ritmo lento, tautológico, profundamente marcada por uma atmosfera que comunica sobre suas personagens tanto quanto aquilo que elas efetivamente dizem. Os quatro longos capítulos que compõem o romance são circulares, intencionalmente repetitivos, e transmitem, com isso, muito da culpa e da solidão do envelhecimento em um país moralmente arrasado. Um estudo de personagem que entrega, ainda, profundas reflexões sobre o papel da arte e do artista em tempos de crise e barbárie. #kazuoishiguro #livros #resenhas #anartistofthefloatingworld #literaturainglesa #nobeldeliteratura

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