Uma guerra desconhecida. 1932. No coração da metrópole em acelerada expansão, explode a última e talvez maior guerra civil brasileira. O conflito é o ápice das hostilidades entre Getúlio Vargas e forças dissidentes de diversas partes do país, iniciadas com a Revolução de 1930. Em São Paulo, o estado com maior perda de autonomia para o regime e epicentro do levante, jornadas de protesto deixam mortos e levam estudantes a rumar para as trincheiras. A Revolução de 1932 foi sobretudo a odisseia do cidadão anônimo elevado a protagonista, em nome do interesse coletivo ou por dever de ofício, contra ou a favor da revolta, nas trincheiras ou na retaguarda. Donas de casa se tornam enfermeiras. Meninos atuam como mensageiros. Famílias doam joias e ouro. Um astro do futebol troca a bola pelo fuzil e leva para a frente de batalha um contingente de esportistas. Um futuro presidente comanda os ataques mais sangrentos e outro atua no socorro aos feridos. Bombardeios aéreos aterrorizam populações e agravam o estado depressivo do pai da aviação, Santos Dumont. Um abrangente e emocionante relato, 1932: São Paulo em chamas permitirá ao leitor conhecer e analisar o episódio que sacudiu o Brasil, deixando um legado de valores e apaixonadas discussões.
1932: São Paulo Em Chamas - Como A Revolução Constitucionalista Conquistou Corações De Estudantes, Trabalhadores, Donas de casa, empresários e quase derrubou Getúlio Vargas
Luis Octavio De Lima
Recomendo muito esta leitura inspiradora!
Se você gosta de história, daquelas bem contadas, você não pode deixar de ler 1932 São Paulo em chamas - Como a Revolução Constitucionalista conquistou corações de estudantes, trabalhadores, donas de casa, empresários e quase derrubou Getúlio Vargas, escrito por Luiz Octavio de Lima, da nossa parceira Editora Planeta. Quando eu soube deste lançamento fiquei doida para ler. Terminei a leitura, mas não tinha postado aqui para vocês ainda porque queria postar hoje, dia 09 de julho, já que hoje é a data comemorativa desta parte triste e conturbada da nossa história, narrada brilhantemente neste livro.A revolução paulista de 1932 sempre me chamou a atenção, pois desde pequena escuto sobre ela. Temos uma ligação próxima. Meu nonno (meu avô paterno, na foto acima com minha avó Yolanda) Pantaleão Leonardi, se alistou voluntariamente e foi um dos jovens e orgulhosos combatentes. Para defender São Paulo, ele ficou baseado m Casa Branca, interior de São Paulo. Por conta deste fato histórico e afetivo foi ainda mais emocionante ler este livro. Luiz Octavio escreveu um livro simplesmente DELICIOSO! A história narrada por um pesquisador atento e cuidadoso torna-se um prazer. Como é bom aprender assim. A leitura foi muito fluida e prendeu minha atenção do início ao fim. Pensei muito e não foi fácil fazer esta resenha para vocês. Sabem por que? Porque o livro é tão interessante, repleto de tantas histórias bacanas e diferentes que foi muito difícil selecioná-las. Separei algumas passagens, que achei muito interessantes e vou destacar aqui apenas uma pequena parte, senão esta resenha ficará enorme. Vocês sabiam que nenhum dos quatro rapazes conhecidos como MMDC (Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo) não eram estudantes?! Camargo por exemplo tinha 30 anos, era casado e tinha três filhos. O símbolo e o estopim da revolução são as mortes destes homens que manifestavam contra a política do Presidente Vargas em relação a São Paulo. Luiz octavio conta que o capitão médico da força pública, Juscelino Kubistchek de Oliveira, então um jovem de 29 anos foi deslocado para servir a tropa na cidade de Passa Quatro. Mais tarde seria presidente da república. Sob sua chefia, no hospital de sangue de Passa Quatro, atuaria o futuro diplomata e expoente da literatura nacional João Guimarães Rosa. El Tigre, apelido do ídolo nacional, o famoso jogador de futebol Arthur Friedenreich, apresentou-se para combater ao lado dos paulistas, trazendo todos seus troféus e medalhas para serem convertidos na campanha chamada "Ouro por São Paulo", ajudando na confecção de capacetes, armas e dinheiro para o movimento. As mulheres se destacaram na ajuda também. Dorina de Gouvêa Nowil, então uma adolescente de 13 anos arriscava a vida para ajudar os combatentes, cuidando dos feridos, arrecadando fundos, costurando uniformes e agasalhos, organizando o correio militar e até fabricando munições. Ela ficaria cega aos 17 anos e mais tarde fundaria a maravilhosa Fundação Dorina Nowill para tratamento e reabilitação de deficientes visuais. Antes motivo de orgulho e realização para Santos Dumont, o ronco das máquinas voadoras nesta fase o enlouqueciam. O inventor não conseguia suportar que sua própria invenção fosse empregada para a destruição, ainda mais no combate entre irmãos brasileiros. Maria José Bezerra, alistada inicialmente na enfermagem aos 36 anos, conseguiu uma farda e passando-se por homem acabou por formar um novo batalhão. Temos no livro muitas histórias de personagens destemidos, fortes e carismáticos. Histórias de criatividade, coragem e luta recheiam este belo livro. É uma leitura inspiradora, que me fez sentir ainda mais orgulho de ser paulista. Lutamos bravamente, acreditando na revolução e nos seus ideais. Acredito que este livro deveria ser adotado por todas as escolas nacionais, aliás livros como este, tornam a história muito mais interessante e de fácil entendimento.A capa é muito bonita e representa muito bem o ideal paulista. Diagramação perfeita! Letras em tamanho confortável, páginas amarelas, sem erros. Gostei muito das fotos e do material organizado pelo Luiz Octavio. Fica evidente o cuidado e a pesquisa minuciosa que o escritor fez para escrever este livro. Agora quero ler os outros dois livros dele. Meu pai se adiantou, leu este e o livro anterior e adorou. 1932 é livro muito inspirador, a altura do momento histórico vivenciado. Recomendo muito, muito esta leitura.
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