Simultaneamente embebida das numerosas e distintas vertentes teóricas a que tem sido arrebatada nas últimas décadas, a antropologia revela-se ainda melindrosa ao tratar do “empowerment nativo”. Anexar os saberes nativos parecia ser uma tarefa relativamente, ou relativisticamente, simples, desde que esses fossem conservados em sua natureza de objeto. Mas o que dizer quando esse saber se faz sujeito? Como lidar com saberes nativos que de fato, e de direito, se relacionam com o saber antropológico instituído? Não há como negar que essa demanda existe e que uma antropologia que se pretende alinhada com a contemporaneidade não deve se esquivar do desafio benfazejo de partilhar os poderes com o outro. Para isso é indispensável cultivar uma forma de saber antropológico ativo. Uma forma de saber e conhecer que não ignore seus próprios agenciamentos e que não sobreponha o fixismo dos modelos construídos à inconstância da vida real.
Entre poderes nativos e saberes ativos: antropologia e direitos humanos -
Ceres Karam Brum, Guilherme José da Silva e Sá
Edunisc
2009
214 páginas
7h 8m
ISBN-13: 9788575782552
Português Brasileiro
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