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    A Morte de Virgílio -

    Hermann Broch

    Mandarim
    2001
    439 páginas
    14h 38m
    ISBN-10: 8535402268
    Português Brasileiro
    4.1
    128 avaliações
    Leram172Lendo49Querem1299Relendo2Abandonos23Resenhas18
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    A história narra as últimas dezoito horas de vida do poeta Virgílio (70 a.C. – 19 a.C.), que havia sido trazido da Grécia por Augusto para morrer na sua terra, Andes, perto de Mântua. É muito tarde para ir até o norte da Itália, contudo, a reflexão e morte do grande poeta mantuano aconteceria ali mesmo em Brindisum (hoje Brindisi). A obra está dividida em quatro partes: Água (a chegada), Fogo (a descida), Terra (a expectativa) e Éter (o retorno), o que faz da narração uma espécie de caminho iniciático.

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    Resenhas (18)Ver mais
    Marcos Augusto picture
    Marcos Augusto03/10/2023Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O romance, um marco do modernismo, recria com forte imaginação as últimas 18 horas da vida do poeta romano Virgílio enquanto ele é levado para Brundisium com febre. Seu autor, Hermann Broch, um refugiado judeu austríaco da Europa da era nazista de Hitler, preocupa-se aqui com o lugar da literatura numa cultura em crise. Escrito em rica linguagem poética e frases rítmicas, o romance possui quatro movimentos “sinfônicos”. No primeiro, o poeta que glorificou Roma confronta a sua vil vida nas ruas. Tendo decidido que a sua escrita, que exclui o feio, é falsa e sem sentido, Virgílio, na segunda parte do romance, decide queimar o manuscrito da Eneida. Na terceira parte, o imperador Augusto convence Virgílio a entregar o manuscrito para guarda em troca da libertação dos escravos do imperador. O quarto movimento completa os três primeiros, à medida que o poeta moribundo consegue conciliar os opostos da vida e da morte, da beleza e da feiura. Naquela que é considerada uma das passagens mais notáveis ​​da literatura moderna, Virgílio tem uma visão moribunda de si mesmo em uma viagem marítima arrebatadora.

    14 curtidas

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    Hermann Broch

    Foi um escritor austríaco de etnia judaica, considerado um dos três grandes nomes da literatura modernista alemã e um dos maiores do século XX, ao lado de Robert Musil e Thomas Mann. Predestinado a trabalhar na fábrica têxtil de seu pai em Teesdorf, vendeu a fábrica e decidiu estudar matemática, filosofia e psicologia na Universidade de Viena. Embarcou na carreira literária aos 40 anos e aos 45 publicou sua primeira novela, "The Sleepwalkers" (Os Sonâmbulos). Foi preso pelo nazistas em 1938, porém um movimento organizado por amigos - incluindo James Joyce - conseguiu tê-lo libertado e autorizado a emigrar, primeiro para o Reino Unido, depois para os Estados Unidos, onde finalmente terminou seu romance "The Death of Virgil" e começou a trabalhar, como Elias Canetti, em um ensaio sobre o comportamento dos grupos sociais, o qual permaneceu inacabado.

    12 Livros
    20 Seguidores

    Hermann Broch