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    A POLÍTICA DA PORNOGRAFIA -

    Rousas John Rushdoony

    Editora Monergismo
    2018
    247 páginas
    8h 14m
    ISBN-13: 9788569980582
    Português Brasileiro
    4.4
    48 avaliações
    Leram79Lendo8Querem145Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos7Desejados145Avaliaram48

    AS RAÍZES DA PORNOGRAFIA NA CULTURA MODERNA SÃO ESSENCIALMENTE RELIGIOSAS; DEVE-SE, PORTANTO, COMBATÊ-LAS RELIGIOSAMENTE. A pornografia cresceu a ponto de tornar-se uma indústria de aproximadamente 60 bilhões de dólares, ultrapassando os rendimentos dos jogadores profissionais de futebol, de basebol e de basquete. Milhões de páginas virtuais eróticas conspurcam o ciberespaço com portais aprisionadores que seduzem todas as etnias, nacionalidades e gêneros. Mesmo cristãos não estão imunes a esse vírus social, na medida em que recentes pesquisas revelam que 47% dos cristãos declararam que a pornografia é um problema em seus lares. Este é o preço que nossa sociedade está pagando por décadas de “amor livre”. Aquilo que uma vez fora vendido “por baixo do balcão” como imundície é agora celebrado como o símbolo de liberdade moral e do rompimento das cadeias de um Deus puritano. Como cristãos, aparentemente estamos ainda em guerra com a teologia da libertação do pervertido de France do século XIX, o Marquês de Sade, o arquétipo do pornógrafo moderno. R. J. Rushdoony escreve: “Essa nova pornografia, primeiramente concebida por Sade... não será eliminada pela indignação moral nem pela legislação”. As raízes da pornografia na cultura moderna são essencialmente religiosas; deve-se, portanto, combatê-las religiosamente. Neste poderoso livro, A política da pornografia, Rushdoony mostra que, a fim de justificar sua perversão, o homem moderno deve rejeitar a doutrina bíblica da queda do homem. Se não há queda, o Marquês de Sade argumentava, então tudo aquilo que o homem faz é normativo. Em suas raízes, a guerra contra a pornografia é basicamente uma guerra de cosmovisões. Este livro perspicaz não é um programa de 12 passos para vencer o vício sexual. É antes um olhar incisivo para dentro da cosmovisão que está por trás da pornografia e das ideias que alimentam sua incessante perversão. A vitória nessa guerra começa com a educação. A política da pornografia é um fascículo dessa aprendizagem superior.

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    Resenhas (6)Ver mais
    Gabriel Matos picture
    Gabriel Matos15/04/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Em Agosto de 2012, uma febre literária tomou conta do mundo inteiro. A escritora E. L. James, conseguiu atingir a marca de U$ 40 milhões de dólares com um livro cuja história é mal construída, má escrita, com personagens sem profundidade, chegando a beira do clichê. Qual então foi o motivo do sucesso da trilogia dos 50 tons de Cinza? Sexo. Aliás, foi exatamente Hugh Hefner, criador da Playboy, que disse que “Sexo vende”. Por que o sexo vende tanto hoje em dia, se antigamente qualquer saída do padrão de normalidade era tratada com tanta oposição e até mesmo violência? Rousas J. Rushdoony buscou responder essa e outras perguntas relacionadas - que por questões de pudor é melhor não dizer aqui. Rushdoony é exatamente aquele fundamentalista sem amor, que creria em coisas do tipo terra plana, que não demora em encontrar a raiz de todo o mal em pessoas ou idéias específicas: Darwin, Marx, Jacobus Arminius e alguns pentecostais, mas é o primeiro a revelar a sua hipocrisia ao adorar o racionalismo travestido de calvinismo ou algum messias político republicano norte americano. Apesar disso, o trabalho e as observações de Rushdoony não são descartáveis mas pontuais, indigestas e deixando as fontes criticadas falarem por si mesmas. É praticamente impossível refutar Rushdoony na sua crítica à modernidade, pois embora haja na sociedade grande fascínio com Nietzsche, Sartre, Foucault, Simone de Beavouir e toda sorte de existencialistas e pós-estruturalistas, todos eles falham em um ponto: Não tiveram coragem suficiente de levar seus pressupostos filosóficos até a sua conclusão óbvia - a completa anarquia existencial. Rushdoony demonstra onde esteve a coragem nessa história toda: Marquês de Sade e Henry Miller. Foi justamente esses dois filósofos da pornografia que desenvolveram a mentalidade que assola desde adolescentes com acesso à internet que descobriram outra função fisiológica para seus genitais, até o poder judiciário, a política, a cultura com suas artes e expressões, os jornais, a Igreja e a própria família. É triste ter que reconhecer que Rushdoony não brinca em serviço ao demonstrar que o espírito da pornografia hoje opera fortemente em púlpitos, adorações e até em pais bem intencionados na criação de seus filhos. Chocante. O livro é nojento pela denúncia escancarada de Rushdoony à essa cosmovisão, mentalidade, modo de ser e agir, em que toda lei natural, divina, moral, social é vista como opressão que nega a realidade existencial, experimental, primitiva, sexual, violenta do homem, que o faz viver toda a potencialidade do pecado como a tão venerada liberdade. O autor não busca demonstrar como vencer a pornografia por não ser um livro pastoral, mas que expõe os reais influenciadores da cultura decadente que encontramos lá fora e muitas vezes dentro de nós mesmos. Por fim, Rushdoony demonstra como o pensamento pornográfico é o meio pelo qual a lógica do Louco que anunciou a morte de Deus [1] toma o caminho para a autodeterminação, encontra apenas solidão, ausência de significado e por fim, o peso da realidade é tão grande que o suicídio se torna “a única questão filosoficamente relevante” [2]. A solução proposta por Rushdoony é interessante, mas soa reacionária demais. Não é para menos, qualquer um que realmente se disponha a mergulhar no esgoto filosófico chamado Sadismo, Pós-Estruturalismo, Feminismo e Teoria Queer perceberá que são todos movimentos que anunciam a falência de uma sociedade Pós-Cristã, mas que são insuficientes para providenciar o que realmente se propõe: Tornar verdadeira a mensagem da Serpente no Éden “sereis deuses” e que terão uma realidade criada segundo o seu próprio conhecimento do que seria o bem e o mal. É exatamente por isso que essa praga não se criará por muito tempo. [1] Nietzsche, A Gaia Ciência. [2] Camus, A. O Mito de Sísifo.

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    Rousas John Rushdoony profile picture

    Rousas John Rushdoony

    Rousas John Rushdoony (25 de Abril de 1916 – 8 de Fevereiro de 2001) foi um filósofo, historiador e teólogo calvinista e é considerado o pai da Reconstrução Cristã e uma inspiração para o movimento moderno de homeschool cristão.1 2 Seus escritos prolíficos têm exercido influência considerável sobre a Direita Cristã. Rushdoony nasceu em Nova Iorque, filho de imigrantes Armênios recém chegados à América. Antes de seus pais fugirem do genocídio armênio de 1915, seus ancestrais tinham vivido numa área remota próxima ao Monte Ararate por quase 2000 anos.4 Há alegações que desde o ano 320 d.C., cada geração da família Rushdoony produziu um sacerdote ou ministro cristão.5 Dentro de semanas após chegarem à América, seus pais se mudaram para Kingsburg (Califórnia), onde seu pai fundou uma Igreja Presbiteriana que utilizava o idioma armênio. Exceto por um tempo quando seu pai pastoreou uma igreja em Detroit (Michigan), Rushdoony cresceu na fazenda da família em Kingsburg.6 Rushdoony frequentou escolas públicas onde aprendeu o inglês.3 Ele continuou sua educação na Universidade da Califórnia, onde obteve o Bacharel em Artes (B.A.) em literatura inglesa no ano de 1938, uma credencial de ensino em 1939 e o grau de Master of Arts (M.A.) em Educação no ano de 1940. Ele frequentou também a Escola Pacífica de Religião, um seminário congregacional e metodista em Berkeley (Califórnia), no qual se graduou em 1944, o mesmo ano em que foi ordenado pela Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos. Rushdoony então serviu por oito anos e meio como missionários aos índios Shoshone e Paiute na Reserva Indígena de Duck Valley, numa área remota do Nevada.2 6 7 In 1953 Rushdoony became pastor of a church in Santa Cruz, California, a small retirement town on the coast.6 Foi durante sua missão aos americanos nativos que Rushdoony começou a escrever. Seu primeiro livro, By What Standard? foi publicado em 1959. No começo da década de 1960 ele estava ativo no movimento de homeschool, aparecendo como uma testemunha especialista para defender os diretos daqueles que praticavam o homeschool.2 Mudou-se para Los Angeles em 1965. Nesse ano ele fundou a Chalcedon Foundation; a Chalcedon Report, que Rushdoony editava mensalmente, começou a aparecer em outubro daquele ano.3 Rushdoony teve cinco filhos com sua primeira esposa, Arda June Gent Rushdoony, que morreu em 1967. Casou-se então em 1972 com Dorothy Barbara Ross Rushdoony, que se tornou a madrasta das suas crianças. Ela morreu em 2003. Sua filha Sharon é casada com Gary North, um escritor e economista cristão. O único filho de Rushdoony, o Rev. Mark R. Rushdoony, é o atual presidente da Chalcedon Foundation e editor da Chalcedon Report. R. J. Rushdoony morreu em 2001 com os seus filhos ao seu lado. Rushdoony leu no mínimo um livro por dia, de capa a capa, durante mais de cinquenta anos em sua vida; ele ainda escrevia nas margens e fazia um índice das ideias principais no final. Estima-se que ele tenha lido, em sua inteireza, mais de 28 000 livros em toda a sua vida. É dito também que Rushdoony tinha mais de 60 000 livros em sua livraria pessoal.

    29 Livros
    10 Seguidores

    Rousas John Rushdoony