Não recomendo.
Fiquei muito empolgado ao ler a sinopse na contracapa deste livro: "Nem sempre conseguimos perceber o auxílio da espiritualidade em nossa vida (...) [o livro] mostra como o plano espiritual tem um carinho especial por cada um de nós (...) Um livro que vai alcançar um importante entendimento em relação aos amados Guardiões (...)". Pura lorota. o tal do Guardião das Sete Cruzes só aparece em duas ou três passagens e apenas para salvar o protagonista da história. Uma vez que o perigo desaparece, ele some. Há pinceladas sobre o povo cigano, os caboclos, a mesa branca do espiritismo e a gira num terreiro de umbanda, mas só um pouco, nada aprofundado. A história se concentra na vida de Gustavo, que teve uma infância/adolescência problemática, pois tinha vários obsessores lhe atacando em razão de seus atos em vidas passadas, até desenvolver sua mediunidade num terreiro de umbanda. Namorou uma cigana, filha de um cigano com uma índia, entrou para a academia militar, onde conheceu um rapaz que muito lhe ajudou nos anos que se passaram, reencontrou alguém de seu passado, virou policial militar, se casou .... Bem água com açúcar mesmo. A história prendeu minha atenção, apesar de não ser muito bem escrita. Minha curiosidade em aprender atropelava as páginas até chegar ao antepenúltimo capítulo, como sempre acontece na imensa maioria dos romances espíritas, quando TUDO foi explicado de forma atropelada: "esse, que foi responsável pela queda daquela em uma vida anterior, prometeu ser seu pai nesta vida para que ambos pudessem se regenerar & etc etc etc". Nos dois últimos capítulos, com todos a par de seus papéis, viveram felizes para sempre.
