José Maviel Monteiro foi um ótimo escritor de livros infanto-juvenis que infelizmente não carrega toda a fama que merecia. Como muitos livros da década de oitenta, Os Barcos de Papel apresenta uma história que tem como intuito apresentar a criatividade didática.
A trama fornece o arcabouço: o perigo de explorar uma caverna abandonada. Essa atividade que por si só é interessante, recebe a intervenção necessária para desestimular qualquer leitor mais empedernido... os criminosos, que se escondem na região, atacam os meninos e simulam um sequestro. Toda a ação gira em torno de como os meninos poderiam se livrar dessa situação.
É uma escrita simples, com rítmo razoável e uma leve dose de terror - algo que viria a ser repetido por Monteiro em outra obra da mesma coleção: O Outro Lado da Ilha.
Recomendo.