Comecei lendo esse texto acreditando que, devido ao conteúdo ser em sua maioria histórico, não me apegaria tanto.
Toda a transição e sofrimento do povo judeu ao longo dos séculos gruda na sua pele e te faz sofrer e ansiar por justiça, vitória e igualdade.
O autor descreve de forma irretocável todas as passagens dos judeus e seus enfrentamentos com árabes, palestinos, egípcios e outros povos. Em muitos momentos, esclarece que todo esse ódio vivido até os dias atuais vem de manobras políticas de outros países e continentes. É impressionante como eles foram ensinados a se odiar e a se defender um dos outros, mas nunca a ceder e conviver em harmonia.
É uma história muito complexa e eu acredito que é preciso estudar muito durante anos para se ter um contexto melhor em que eu seja capaz de opinar sobre, pois estamos envolvendo humanidade, religião, política e direitos que nunca foram de fato estreitados naquela região. Mas posso dizer que torci, sofri e chorei com cada acontecimento muito bem narrado e descrito pelo autor, que me apeguei aos personagens e me senti uma pessoa de olhos mais abertos para o tema, confessando nunca ter sido do meu interesse antes.
Não tiro pontos disso, mas gostaria de ter tido mais detalhes ou um encerramento mais conclusivo sobre o primeiro personagem da história, o jornalista. Senti que ele “sumiu” da narrativa sem muitas explicações.
Com certeza essa obra será uma indicação minha daqui pra frente.