Eloise Borges Ribeiro
Formada em Letras pela Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras de Registro, no Vale do Ribeira. Tem Pós-Graduação “Lato Sensu” em nível de Especialização em Gramática da Língua Portuguesa, na área de Letras.
A infância e adolescência fora movida pela liberdade, inquietação e observação, jeito de ser herdado de um pai comerciante, sempre ativo participante da sociedade local e como político.
A escolha do curso Clássico, na época, levou-a para o mundo das humanas e dos livros, que devorava, e que a transportou para um mundo maior do que aquele a sua volta. Na década de sessenta, foi para Curitiba, Paraná, e se integrou a um grupo de jovens engajado na política e nas artes, desde o teatro até o cinema e a literatura. Entre os livros lidos na época, alguns marcaram presença na sua busca pelo que ainda desejava conhecer. Desde Simone de Beauvoir, Paul Sartre, Franz Kafka, até Fiódor Dostoievski e Henry Miller.
Desde pequena, lia tudo que lhe caia nas mãos, até mesmo os livros proibitivos, que lhe mostravam um mundo maior, além daquele que via, provocando, depois, a inquietação que lhe acompanhou durante toda a vida, pessoalmente, como mulher, e profissionalmente, como educadora. Ao longo de sua carreira, dedicou-se à elaboração de projetos diversos, que criava para estimular o livre pensamento daqueles que ensinava, dando vazão também à sua própria liberdade e alimentando a sua busca pelo saber.
Arriscou-se na produção de uma curta metragem de cinco minutos para um concurso, criando o cenário e o texto escrito, posteriormente transformado em roteiro. O filme “Êxtase – o filme” mostrava o duelo entre o sagrado e o profano, tendo sido classificado e escolhido entre os dez melhores. Trabalho realizado junto ao professor Antônio da Silva, o Toninho, conhecido na rede estadual da cidade por seus diversos projetos culturais.
A curiosidade sobre tudo que se move a sua volta fez com que buscasse contar, nos textos escritos, o que via e sentia, principalmente sobre o mundo dos seres femininos que a cercavam e os que se faziam próximos. Daí a criação do livro Lagarta ou Borboleta, que aconteceu com o incentivo de uma ex-aluna, hoje Doutora em Linguística, Cintia Alves da Silva, para unificar as histórias que se interligavam.
Após a aposentadoria, em 2011, recebeu o carinho de colegas e foi homenageada pela Câmara Municipal de são Carlos e pelo Centro do Professorado Paulista – CPP, com o título de Professora homenageada pelos serviços prestados à educação.