A organização do livro é bem bacana, a idéia dos biografemas funcionou bem. Mas achei o texto muito ruim.
Incrível: consegui pegar "birra" da biografada por causa do biógrafo! Texto cheio de clichês, fica o tempo todo usando recursos como "a brasileira", "o suíço", "o austríaco" para se referir às "personagens'. Oi? Parece que o autor tem uma questão com nacionalidades. Usar isso uma vez ou outra, mas o tempo todo... deixa a leitura chata. Fora a profusão de adjetivos: "a notável doutora", "a experiente psiquiatra", "a fantástica brasileira". Sensacional, sensível, incrível, blá blá blá, que chato! Imagino mesmo que Nise tenha despertado paixão e admiração - eu sou uma que admira e respeita sua obra, seu legado, sua história, mas um pouco de isenção ao escrever uma biografia faz bem; uma personagem realmente fascinante, um biógrafo com boa vontade, mas que ficou parecendo somente um discípulo puxa-saco produzindo um texto cansativo. Li até o final por pura teimosia. E já estou querendo trocar.