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    Triângulo das Águas -

    Caio Fernando Abreu

    L&PM
    2005
    224 páginas
    7h 28m
    ISBN-10: 8525412171
    Português Brasileiro
    4.1
    889 avaliações
    Leram1797Lendo104Querem934Relendo8Abandonos61Resenhas39
    Favoritos131Desejados934Avaliaram889

    Triângulo das águas, publicado originalmente em 1983 e há anos fora de catálogo, é um dos melhores livros de Caio Fernando Abreu (1948-1996). Reconhecido com o Prêmio Jabuti – a maior honraria literária brasileira –, Triângulo é também um título exemplar do ponto de vista do estilo do autor: nas linhas das novelas que o compõem – Dodecaedro, O marinheiro e Pela noite – encontram-se cristalizadas algumas constantes na obra de Caio. A alma perdida em busca de alguma coisa (às vezes afeto), a verborragia e as referências que, longe de afetadas, exalam sinceridade e aproximam os leitores, a vida sob o signo da madrugada, as boas-vindas aos mistérios da existência, concretizados, neste livro, pela presença da astrologia (inclusive no título), e o tom confessional-desesperado. Triângulo das águas foi escrito não em São Paulo, onde o escritor gaúcho passou muitos anos da sua maturidade, mas no Rio de Janeiro, em isolamento no bairro de Santa Teresa, depois do sucesso de Morangos mofados, de 1982. Ao leitor destas novelas (ou noturnos, como o autor as chamou) não restará dúvidas quanto às razões por que Caio Fernando Abreu é considerado um dos escritores mais criativos e inovadores surgidos no Brasil nas últimas três décadas do século 20. Histórias contidas neste volume: "Dodecaedro" "O marinheiro" "Pela noite"

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    Rafael Messias Prado picture
    Rafael Messias Prado04/03/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Triângulo das águas

    Triângulo das águas – Caio Fernando Abreu Nota 5 de 5 – 224 páginas (Tempo médio de leitura: 7h30m). “De todos os meus livros, Triângulo das águas é certamente o mais atípico. Eu simplesmente posso dizer que não o escrevi: fui escrito por ele”. “Gostaria que o livro fosse lido e sentido assim. Como murmúrio do rio, um suspiro do lago ou um gemido do mar”. Triângulo das águas foi premiado em 1984 na categoria contos, crônicas e novelas, com o prêmio Jabuti. Eu nunca me canso de ler Caio, que tem uma maturidade gigantesca na escrita e que consegue tocar até o coração mais frio, talvez por vivencia, já que Caio sempre se declarou um eterno amante apaixonado e colecionador de desilusões. Nas duas primeiras novelas deste livro é possível mergulhar em rios, mas a terceira e ultima me fez mergulhar em um mar gelado onde não dava pé, mais uma vez meus caros amigos, esse leitor que voz fala, caiu no golpe de pensar que seria uma rápida leitura, precisei de folego em varias partes, chorei em algumas. Em “Pela Noite”, Caio percorre um lugar muito triste: a solidão do homem gay na década de 80, onde o preconceito e o medo eram ainda maiores do que os de hoje. Dois homens na noite de São Paulo, buscam mais que compreensão, procuram se conhecer, mas por traz de toda vontade existe o medo, traumas e barreiras. Cada um se esconde na sua casca, frágil e manchada. Caio cita várias cantoras maravilhosas e autoras consagradas, fala sobre livros.. é um mergulho na cultura. Li esse livro por indicação do meu amigo literário Rapha @raphakhalil que nunca erra ahahhah “Porque eu também sinto medo, e haverá a morte um dia. A vida é apenas uma ponte entre dois nadas e tenho pressa”. “Esse trauma é pessoal, mas todo homossexual sul-americano tem no subconsciente um grupo de garotas monstras vaiando enfurecidas”. #caiofernandoabreu #triangulodasaguas

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    • 3 estrelas19%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
    Caio Fernando Loureiro de Abreu  profile picture

    Caio Fernando Loureiro de Abreu

    Caio Fernando Loureiro de Abreu nasceu no dia 12 de setembro de 1948, em Santiago, no Rio Grande do Sul. Jovem ainda mudou-se para Porto Alegre onde publicou seus primeiros contos. Cursou Letras na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, depois Artes Dramáticas, mas abandonou ambos para dedicar-se ao trabalho jornalístico no Centro e Sul do país, em revistas como Pop, Nova, Veja e Manchete, foi editor de Leia Livros e colaborou nos jornais Correio do Povo, Zero Hora, O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo. <br /><br />No ano de 1968 — em plena ditadura militar — foi perseguido pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social), tendo se refugiado no sítio da escritora e amiga Hilda Hilst, na periferia de Campinas, São Paulo. <br /><br />Considerado um dos principais contistas do Brasil, sua ficção se desenvolveu acima dos convencionalismos de qualquer ordem, evidenciando uma temática própria, juntamente com uma linguagem fora dos padrões normais. <br /><br />Em 1973, querendo deixar tudo para trás, viajou para a Europa. Primeiro andou pela Espanha, transferiu-se para Estocolmo, depois Amsterdã, Londres — onde escreveu Ovelhas Negras — e Paris. Retornou a Porto Alegre em fins de 1974, sem parecer caber mais na rotina do Brasil dos militares: tinha os cabelos pintados de vermelho, usava brincos imensos nas duas orelhas e se vestia com batas de veludo cobertas de pequenos espelhos. Assim andava calmamente pela Rua da Praia, centro nervoso da capital gaúcha. <br /><br />Em 1983 transferiu-se para o Rio de Janeiro e em 1985 passou a residir novamente em São Paulo. Volta à França em 1994, a convite da Casa dos Escritores Estrangeiros. Lá escreveu Bien Loin de Marienbad. <br /><br />Ao saber-se portador do vírus da AIDS, em setembro de 1994, Caio Fernando Abreu retorna a Porto Alegre, onde volta a viver com seus pais. Põe-se a cuidar de roseiras, encontrando um sentido mais delicado para a vida. Foi internado no Hospital Menino Deus, onde posteriormente veio à falecer.

    51 Livros
    1.849 Seguidores
    Rio Grande do Sul, Brasil

    Caio Fernando Loureiro de Abreu