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Mundo Estranho N. 208 (Maio) - Autores: vários
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Entre registros diversos, que passeiam por aspectos históricos, curiosos, científicos, culturais e banais, eis alguns: - Gostei do roteiro histórico, da página 42, sobre a libertação dos escravos no Brasil. Foram citados fatores instigantes (como a Revolução Francesa e Revolução Industrial pela inspiração a ideais de liberdade e reformulação no modo de produção) e também abolicionistas notáveis (me chamou a atenção o "Dragão do Mar", o líder que ajudou o Ceará a ser a primeira província no Brasil a declarar a abolição da escravidão, quatro anos antes da Lei Áurea). Nesta abordagem, porém, discordo de que a Princesa Isabel assinou a famosa lei sem muito saber do contexto e representatividade. Para mim ela era uma das pessoas mais cultas da nação, em preparação para eventual sucessão no trono. - No Retrato Falado, sobre o Kadafi, minha dúvida é sobre a morte. Tem imagens e informações contraditórias na internet, dizendo que foi capturado e morto pelo exército, em paralelo a cenas de linchamento pelo povo. A net tem também imagens impactantes de pessoas sendo escravizadas em seu governo (que a revista informou e fiquei instigado em verificar). - Eita! Que coisa inusitada na Indonésia, na vila de Trunyan, no tratamento que dão aos mortos, colocados para apodrecer debaixo de uma árvore considerada sagrada. Busquei também imagens, numa curiosidade mórbida... - Na matéria de capa gostei da aprendizagem de uma palavra, APOFENIA, que não conhecia, mas estava na percepção para algumas coisas em relação a crenças diversas. Traduz, em termos práticos, que a pessoa sugestionada a acreditar em algo veja sempre isso se expressando nas mais diversas formas. Ela sempre vai correlacionar, o que poderia ter outras explicações, que são ignoradas. Tem quem fale: povos antigos faziam aviões em miniatura, quando poderia ser só uma forma estilizada de animais e seres da natureza, lembrando que os aviões também tem aerodinâmica que lembra animais (a referência em certos artefatos antigos). O que acho triste é quando espiritualizam e dizem ver santas e santos por aí, depositando fé cega e sem medidas de forma nonsense. - Legal os infográficos sobre a biologia dos gatos. A espécie que achei mais extraordinária é a maine coon. - A informação sobre o magma foi também reveladora, no sentido de que não conhecia a reação orgânica ao calor intenso, que pode explodir o corpo, quando imaginamos apenas as queimaduras e combustão (mas na aproximação ao calor absurdo, como dos magmas). - Valeu também a conferida nos gráficos sobre a ação dos coiotes (na fronteira México/EUA) e sobre as mortes por overdose. - Outra palavra nova: ZEITGEIST. Não vou conseguir memorizar nunca, mas encerra um princípio interessante na explicação de correntes contemporâneas baseadas em mesma ideia. Expressa que o contexto de determinada época é inspirador para muitas coisas. Referencia que ideias não nascem como algo planejado, mas como uma reação em um estado de espírito comum no período. Não sei se tem relação, mas já debati com um professor de História que ignorava a Literatura, desfazendo como se tudo fosse fruto de criação qualquer e só, e eu afirmava que estava em um contexto (em ideias banais ou não) em resposta a realidade vigente. Disse que a Literatura retrata de certa forma a História. Tem coisas do passado que parecem bobas hoje, mas em sua época foram impactantes. - A seção sobre Distopias Clássicas falou da obra Laranja Mecânica. Pena que foi o último capítulo. - Opa! Vem aí uma animação maneira (Batman Ninja) que coloca o cavaleiro das trevas no Japão medieval. Aguardo. Fiquei curioso também na obra O livro dos danados, de Charles Fort, apenas por ter sido inspirador a muita gente sujeita a apofenia.
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