1964 - O Contragolpe -

    Gil Ferreira

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    2017
    75 páginas
    2h 30m
    ISBN-10: B010N36UKW
    Português Brasileiro

    Abordagem dos antecedentes, desde os anos 20, do movimento revolucionário de 31/03/1964, ao ensejo de seu cinquentenário, de forma a demonstrar que, ao contrário do que até hoje se propala, não houve “golpe”, mas “contragolpe”. “Golpe” era o que pretendiam, desde muito antes de 1964, o PCB, o PC do B, o CGT, a POLOP, o PORT, a AP, as Ligas Camponesas, a UNE, o ISEB, a Frente Parlamentar e tantos outros adeptos de ideologias totalitárias. Os ex-terroristas de hoje jamais “pegaram em armas contra a ditadura”. Os militares das Forças Armadas e Auxiliares, apoiados pela maioria civil do País, é que pegaram em armas, para impedir que eles fizessem do Brasil uma sucursal de Cuba, vinculada à então União Soviética, ou à China Comunista.

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    Ivan Momm21/12/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    1964: uma interpretação crítica sobre um dos momentos mais controversos do Brasil

    Gil Ferreira foi Oficial de Marinha e pesquisador da história política brasileira, com atuação voltada à análise crítica do período da ditadura militar. Seu trabalho se concentra na revisão de documentos históricos, discursos oficiais e narrativas consolidadas sobre o golpe de 1964. No livro, o autor apresenta uma abordagem crítica e fundamentada do movimento que derrubou o governo João Goulart. A obra sustenta que o episódio não foi uma reação legítima a uma ameaça iminente, mas sim um golpe articulado por setores civis e militares, com apoio externo, especialmente dos Estados Unidos. Gil se apoia em registros históricos, discursos e articulações políticas para sustentar essa interpretação. Um dos pontos centrais do livro é a desconstrução das narrativas tradicionais que tratam sobre 1964. O autor mostra como esse discurso foi construído posteriormente para legitimar a ruptura democrática, destacando o papel da mídia, das elites econômicas e do anticomunismo como elementos-chave na formação dessa versão oficial da história. Por outro lado, leitores apontam um viés ideológico percebido ao longo da obra. Gil Ferreira opta claramente por defender seu ponto de vista, oferecendo pouco espaço para visões divergentes ou interpretações alternativas dos acontecimentos. Ainda assim, o livro cumpre um papel importante ao provocar reflexão e estimular o leitor a buscar outras fontes e percepções sobre o período. É uma leitura indicada para quem deseja compreender melhor o debate em torno de 1964, especialmente leitores interessados em política, história e na formação de uma visão crítica sobre o passado recente do Brasil.

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