Apesar dos primeiros estudos sobre a síndrome de burnout surgirem no cenário internacional no final da década de 60, passando a se consolidar na década seguinte, em nosso país, mesmo sendo prevista como doença do trabalho, ainda é desconhecida entre boa parte de nossos profissionais. O burnout é um processo que se dá em resposta à cronificação do estresse ocupacional, trazendo consigo conseqüências negativas tanto individual como profissional, familiar e social. Na esfera institucional, os efeitos do burnout se fazem sentir tanto na diminuição da produção como na qualidade do trabalho executado, no aumento do absenteísmo, na alta rotatividade, no incremento de acidentes ocupacionais, denegrindo a imagem desta e trazendo prejuízos financeiros. À medida que a sociedade passa a entender e valorizar a relevância de propiciar melhores condições laborais, também começam a brotar investigações que possam embasar as modificações necessárias para que tais condições se instalem. Talvez por isso estamos tão atrasados neste aspecto e apenas começando a concentrar esforços neste sentido. Faz-se necessário compensarmos o tempo perdido. Assim sendo, este livro é fruto da dedicação de profissionais que acreditam que o mundo do trabalho possa se instituir num espaço de prazer, além do de subsistência de vida e não apenas de sofrimento e perda da saúde, podendo constituir-se, consequentemente, como parte de uma existência com qualidade.
Burnout - quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador
Ana Maria T. Benevides-Pereira, Bernardo Moreno-Jiménez, Cristina Maria Kurowski, Cloves Amissis Amorim, Mary Sandra Carlotto, Eva Garrosa, José Luiz González
Casa do Psicólogo
2003
282 páginas
9h 24m
ISBN-10: 8573961937
Português Brasileiro
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