Seis anos preso davam a um homem muito tempo para pensar. E muito tempo para planejar. Quando saí, estava determinado a fazer coisas diferentes. Eu nunca quis perder o controle e explodir em raiva de novo. A única maneira de conseguir isso, porém, era fechar tudo. Desconectar completamente. Isso significava nenhuma família, nenhum amigo, nenhuma ligação com qualquer coisa anexada ao homem que fui antes. Claro que o problema era que nunca a considerei em meus planos. E por mais que tentasse, não consegui encontrar uma maneira de desligar, de me desconectar dela. Eu suspeitava que ela iria pegar todos os meus planos cuidadosamente construídos e jogá-los pela janela, iria me forçar a enfrentar os demônios dentro de mim e os fantasmas do meu passado. Esses fantasmas? Eles vestiam os rostos da minha família. E um confronto com eles, sim, parecia que ia me mostrar que eu passei seis anos agindo sobre as crenças dos demônios dentro de mim. Demônios que nunca existiram em primeiro lugar...





