Eu não sei quantos de vocês já viram o filme de Stanley Kubrick, 2001: Uma Odisseia no Espaço. Reza a lenda que é o melhor filme de ficção científica de todos os tempos, opinião que eu não posso contrariar uma vez que essa nem é minha praia. Verdade seja dita, essa nunca foi minha praia. O fato de viver com um nerd acaba trazendo certas consequências, e uma delas é de quando em quando ler um sci-fi. Mas ok, eu acho que fico ali com o Philip K. Dick mesmo, não me leve à mal Arthur C. Clarke.
Nada contra espaçonaves e afins. É só que é descritivo demais. Obviamente eu fico pasma ao constatar que o cara conseguiu “profetizar” muito do que viria no campo das viagens espaciais, mas quando eu leio um livro eu espero mais do que a descrição de um quadro, digamos assim. E antes que comecem a atirar pedras: eu gostei do livro. Só não achei que seja um daqueles que mudaram minha vida após a leitura. Li porque a narrativa flui bem, porque tinha curiosidade e porque, diabos! Porque dizem que o livro explica aquele final wtf do filme.
2001… foi escrito ao mesmo tempo em que o roteiro para o filme era desenvolvido, com Clarke e Kubrick trocando figurinhas a todo momento. Ok, é o tipo de fato que não quer dizer muita coisa, mas quis comentar de qualquer forma porque dia desses estávamos comemorando os 40 anos do homem na Lua e aí fiquei aqui pensando com meus botões sobre como ambos se sentiriam sabendo que fazem parte de teorias de conspiração que alegam que o homem nunca esteve lá.
De qualquer modo, voltemos ao livro. Meus momentos preferidos (que fogem um pouco da mera descrição) são o primeiro capítulo (Primeval Night, e sim, eu li em inglês) que consegue passar de forma brilhante a simplicidade do que era o homem, ou melhor, o “primeiro” homem, e os com o HAL, que sim, é uma das personagens mais intrigantes da literatura - até por não ser humana. Só esses dois momentos já valeram a leitura, embora eu continue achando que esse tipo de ficção científica não faz bem meu estilo.