Empty Without You - The Intimate Letters Of Eleanor Roosevelt And Lorena Hickok

    Rodger Streitmatter, Eleanor Roosevelt, Lorena Hickok

    Da Capo Press
    2000
    336 páginas
    11h 12m
    ISBN-13: 9780306809989

    In 1978, more than 3,500 letters written over a thirty-year friendship between Eleanor Roosevelt and Lorena Hickok were discovered by archivists. Although the most explicit letters had been burned (Lorena told Eleanor's daughter, "Your mother wasn't always so very discreet in her letters to me"), the find was still electrifying enough to create controversy about the nature of the women's relationship. Historian Rodger Streitmatter has transcribed and annotated more than 300 of those letters—published here for the first time—and put them within the context of the lives of these two extraordinary women, allowing us to understand the role of this remarkable friendship in Roosevelt's transformation into a crusading First Lady.

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    Clara Mendes 28/05/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    And my love to you, always.

    Por ser uma obra de não ficção, é óbvio que minha pontuação não tem nada a ver com análise de escrita ou desenvolvimento, já que isso não é o ponto aqui – apesar de poder sim avaliar o escritor que catalogou tudo, mas não me interessei muito por ele, que fez um trabalho excelente, apesar de certas opiniões contrárias. O objetivo é traçar uma ordem cronológica das cartas trocadas entre Eleanor Roosevelt e Lorena Hickok e eu irei analisar o livro pelo ponto de vista histórico e, principalmente, de uma mulher lésbica. Os relatos das duas trazem mais uma vez a tona a importância das mulheres na política de 1933–1944, dão voz a uma das mais ativas e que permanceu por todos esses anos escondida na sombra dos homens da época, que faziam muito menos que ela. Ambas pouco dormiam, passavam todas as horas possíveis do dia trabalhando para recuperar o mínimo de dignidade que a população norteamericana e, posteriormente, mundial perdeu. Elas abdicaram de suas famílias, de momentos pacíficos, da saúde e do amor pelo bem da humanidade. Portanto, as cartas trocadas entre as duas não tem preço quando se fala historicamente. Não há como mensurar a importância das duas a longo prazo. Não só quando se trata de relatos históricos voltados ao feminismo, mas também ao amor entre duas mulheres. o amor mais sofrego porém mais bonito que há no mundo. Me atingiu pessoalmente a trajetória das duas; que foram obrigadas a se manterem distantes, se falarem apenas às duas da madrugada para não levantar suspeita, que se afastaram por contra da pressão da mídia. é necessário também dar um enfoque nas pautas de saúde mental, como a mulher lésbica sofre sozinha, condenada a permancer a margem da sociedade unicamente por amar outra mulher. A todo momento eu pensava que, apesar de ainda não tenhamos tudo que merecemos, Eleanor e Hick estariam mais felizes no século XXI. Serei grata pelos ensinamentos de ambas — porque apesar de não ser a intenção, as cartas são recheadas de lições — e espero que, em outra vida, ambas possam se amar livre e eternamente.

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