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    Banda da Asa - Poemas reunidos

    Anibal Beça

    Sete Letras
    1998
    474 páginas
    15h 48m
    ISBN-10: 8573880805
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Poesia reunida, incluindo o livro "Suíte para os Habitantes da Noite", vencedor do 6º Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira (1995).

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    R .24/05/2018Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    É uma obra de celebração ao poeta amazonense Anibal Beça, em vida, publicada em 1998. Esse caráter pode ser visto no texto inicial, de Tenório Telles, intitulado "A presença do Modernismo no Amazonas e a poesia de Anibal Beça". A abordagem é histórica, com contexto enfático ao Modernismo, onde o poeta é apresentado em sua representatividade e em algumas de suas principais obras. No aspecto histórico, citam-se movimentos no Amazonas, nascentes de um contexto de inquietações em estado de espírito inspirador ao poeta e contemporâneos. E entre as caracterizações, a valorização telúrica, haicais, coplas e busca existencial, entre outros aspectos. O caráter de homenagens se revela também, e é o principal aspecto, na republicação de cinco obras de destaque: "Suíte para os habitantes da noite" (1995), "Itinerário poético da noite desmedida à mínima fratura" (1987), "Filhos da Várzea" (1984), "Convite frugal" (1966) e Ter/na colheita" (1988). Tenho dificuldades de escrever algo sobre poesia. Reproduzem um sentimento compreensível na individualidade, que não sei transformar em descrição verdadeiramente coerente. Basicamente me resumo em gostar ou não, seja pela emoção despertada ou por uma percepção instigada. Na vontade, porém, de deixar algum registro, gostei mais de "Filhos da Várzea", obra caracterizada pela identidade amazônida se expressando em cada poema, parecendo um canto à terra, na tal força telúrica caracterizada pelos críticos. Gosto e me identifico muito com isso. Outro registro. Em minha limitação, foi através desse livro que descobri o que são coplas e haicais, entremeados na obra do poeta por sua identidade na área musical também. Vemos construções na percepção clássica, e em outras, a poesia foge dessa estética em apresentação que se aproxima do concreto, realçando visualmente algo que as palavras expressam. O caráter celebrativo ao poeta se expressa também nos textos finais do livro. Uma coletânea de artigos que discorrem sobre suas obras e representatividade. Em registro final, entendi que o título faz referência ao poeta de maneira objetiva e subjetiva, no caráter de homenagens que reitero. Objetivamente por ser expressão extraída de uma de suas poesias, em que ludicamente fala dos papagaios (as pipas) alçando vôos altos e velozes, como bandas de asas, inspirando o poeta Tiago de Mello a fazer essa alusão ao poeta, em registro na contracapa do livro. Subjetivamente, como se idealiza na capa também, por apresentar uma parte de Anibal Beça, representada em significativos e importantes livros de sua bibliografia, como também na criticidade a eles por alguns renomados estudiosos. Enfim, li e curti muita coisa e isso expressa tudo que é mais significativo para mim.

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    Anibal Beça profile picture

    Anibal Beça

    É poeta, compositor e jornalista. tem se destacado também como produtor e animador cultural. sua participação ampla, por diversos setores artísticos, se estende até a manifestação da arte mais popular brasileira, o carnaval. Um dos maiores poetas do Amazonas...saudades! --------------------------------------------------- Anibal Beça, poeta amazonense, nasceu a 13 de setembro de 1946. Era poeta, compositor e jornalista. Desde muito cedo colaborava em suplementos literários e em publicações similares nacionais e internacionais. Dividiu seus primeiros estudos entre colégios de Manaus (Aparecida, Dom Bosco e Brasileiro) e em Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul (Colégio São Jacó). Durante sua permanência no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, travou amizade com o poeta Mario Quintana, quem lhe deu os primeiros ensinamentos e o estímulo para a poesia. Especialista em Tecnologia Educacional na área de Comunicação Social (UFRJ), teve passagens, como repórter, redator, colunista, copy-desk e editor, em todas as redações dos jornais de Manaus, do início da década de 60 até final da década de 80. Também foi diretor de produção da Televisão Educativa do Amazonas - TVE. O poeta exerceu a função de consultor da Secretaria de Cultura e Turismo do Amazonas, onde foi Idealizador e Editor-geral do suplemento literário "O Muhra", de circulação bimestral, editado pela referida secretaria. Envolvido com teatro, artes plásticas, deixou na música popular a sua contribuição mais efetiva como compositor, letrista e produtor de espetáculos e de discos. Desde 1968, quando venceu o I Festival da Canção do Amazonas, Anibal foi colecionando prêmios com mais de 18 primeiros lugares em festivais em sua terra, no Brasil e no exterior. Representou o Brasil no VIII Festival de Joropo de Villa Vicencio, Colômbia (1969); Foi o único artista amazonense a se classificar e se apresentar no Festival Internacional da Canção FIC, em 1970, com a música "Lundu do Terreiro de Fogo", defendida pela cantora Ângela Maria. Tem músicas gravadas por vários artistas brasileiros como: Ângela Maria, As Gatas, Coral JOAB, Felicidade Suzy, Nilson Chaves, Eudes Fraga, Lucinha Cabral, Dominguinhos do Estácio; Bira Hawaí, Aroldo Melodia, Jander, Raízes Caboclas, Mureru, Roberto Dibo, Célio Cruz, Arlindo Junior, Paulo Onça, Paulo André Barata, Almino Henrique, Pedrinho Cavalero, Pedro Callado, Delço Taynara, Grupo Tymbre e outros. Anibal Beça, além da sua condição artística, era produtor e animador cultural nato. Sua participação ampla, por diversos setores artísticos, que se estende até à manifestação da arte mais popular brasileira, o carnaval, fez com que fosse lembrado, e merecidamente homenageado, este ano de 99, como tema de enredo "Anibal Bom à Beça" da Escola de Samba Sem Compromisso. Fez parte da Ala dos Compositores das Escolas de Samba Reino Unido da Liberdade e Sem Compromisso, dando a esta última, seu único título pela autoria do enredo e do samba de enredo "Joana Galante - Axé dos Orixás", e classificou a referida escola entre as três primeiras colocações com os samba de enredo: "Hotel Cassina - Apoteose Boêmia", "Hoje tem Guarany", "Vento e sol, passa cerol - A Arte de empinar papagaios" ; "Sol de Feira - O pregão da Alegria". Seu primeiro livro Convite Frugal, data de 1966 .A propósito de sua poesia, o poeta Carlos Drummond de Andrade, teceu, em 31 de julho de 1987 - pouco antes de morrer - o comentário: "Li Filhos da Várzea, os poemas-pôster e os haicais afetuosamente a mim dedicados. Obrigado por tudo, meu caro poeta. É de coração aberto que lhe desejo a maior receptividade pública e compreensão para a bela poesia que está elaborando e que, espero, marcará seu nome como um dos que engrandeceram o cultivo artístico do verso." Em 1994, com o livro Suíte para os Habitantes da Noite, sagrou-se vencedor, dentre 7.038 livros de todo o país, do 6º Prêmio Nestlé de Literatura Brasileira - categoria poesia. O livro, lançado sob o selo da editora Paz e Terra, saiu em 1995. Outros livros: Filhos da Várzea, ed. Madrugada, 1984, abrigando o livro Hora Nua; Marupiara - Antologia de Novos Poetas do Amazonas, (organizador) Ed. Governo do Estado do Amazonas, 1985; Quem foi ao vento, perdeu o assento (Teatro) Ed. SEMEC, 1986; Itinerário Poético da Noite Desmedida à Mínima Fratura, Ed. Madrugada, 1987; Banda da Asa - poesia reunida, Ed. Sette Letras, 1998; contendo o livro inédito Ter/na colheita. Aníbal Beça era membro da União Brasileira de Escritores, do Coletivo Gens da Selva (ONG) e do Clube da Madrugada, entidade instauradora dos movimentos renovadores no campo literário e artístico do Amazonas. Em junho de 99, representou o Brasil no VIII Festival Internacional de Poesia de Medellín, e em agosto/99 no Encontro Internacional de Escritores da Associação Americana para o desenvolvimento cultural, em Bogotá. Aníbal Beça morreu em Manaus, no dia 25 de agosto de 2009. Fonte: www.portalamazonia.com.br/amazoniadeaz/interna.php?id=324

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    Amazonas, Brasil

    Anibal Beça