O livro começa no momento em que James convida Amelia para sair, ambos com 17 anos de idade. O local desse primeiro encontro é atípico, James leva Amelia para conhecer o lago, com a canoa de seu tio, mas especificamente, o segundo lago, que é mais reservado e mais bonito. Lá ao observar a paisagem eles se deparam com uma construção que dá acesso a outro lago, e nesse terceiro lago há uma casa no fundo dele. A curiosidade dos dois fala mais alto que o bom senso e eles mergulham para descobrir do que se trata. E é nessa premissa de exploração ao desconhecido que o livro é construído.
A narrativa é em terceira pessoa e alterna de perspectiva entre James e Amelia. Possui uma linguagem bem simples e leitura bem fluida.
O que percebi desse livro é que a intenção dele não é construir uma história que faça sentido, ou que dê explicações sobre o que acontece, talvez nem tenha nada de subjetivo ou algo nas entrelinhas, talvez o livro seja cru e queira mostrar exatamente o que é apresentado. Esse livro, para mim, é um exercício de empatia, ele instiga o leitor a se colocar no lugar dos personagens, constantemente me senti com aflição como se eu mesmo estivesse embaixo da água e vendo o que eles viam, sentindo o que eles sentiam, me indagando sobre o que eu faria se estivesse lá, se concordaria ou não com as atitudes e ações dos personagens, creio que essa conexão seja fundamental para que o livro possa ser apreciado.
Talvez o maior problema desse livro, é esperar algo além do que ele é, por projeções que colocamos quando vamos ler, aqui os mistérios da casa, são o que são e ponto final, então recomendo o livro apenas para quem esteja aberto a se colocar no lugar dos personagens e imergir na história, sem perguntar como ou por quê.
E o que você faria se encontrasse Uma Casa no Fundo de Um Lago?
Foto e resenha lá no meu Instagram, @marlonbsan, quem puder segue lá :D