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    Vidas Secas -

    Graciliano Ramos

    José Olympio
    1938
    197 páginas
    6h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.1
    69435 avaliações
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    Em ´Vidas Secas´, o autor se mostra mais humano, sentimental e compreensivo, acompanhando o pobre vaqueiro Fabiano e sua família com simpatia e uma compaixão indisfarçáveis. Além de ser o mais humano e comovente dos livros de ficção de Graciliano Ramos, ´Vida Secas´ é o que contém maior sentimento da terra nordestina, daquela parte que é áspera, dura e cruel, sem deixar de ser amada pelos que a ela estão ligados teluricamente. O que impulsiona os seres desta novela, o que lhes marca a fisionomia e os caracteres, é o fenômeno da seca. ´Vida Secas´ representa ainda uma evolução na obra de Graciliano Ramos quanto ao estilo e à qualidade estritamente literária.

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    Resenhas (6938)Ver mais
    Jônathas  Rafael Camacho picture
    Jônathas Rafael Camacho03/03/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Que livro...

    Graciliano me impressionou com este livro. Seu modo seco de descrever a vida árida desses nordestinos, abusando de "expressões sertanejas" para mim, é o que torna este livro realmente brasileiro. O livro nos conta a estória, fictícia não sei até que ponto, de uma família nuclear formada por personagens singulares que vive fugindo da seca do sertão e sonhando com uma vida melhor, uma vida grande. Fabiano é um pai rude, que passa a vida consertando cercas e domando animais; sinhá Vitória é a mãe dona de casa que cuida dos filhos, faz contas com sementes e sonha com uma cama de couro igual a do seu Tomás da boladeira; o menino mais novo admira o pai e as vezes tenta ser como ele; o menino mais velho admira a cachorra, que muitas vezes age como gente, diferentemente de seu pai; Baleia, a cachorra, é, para mim, o personagem mais emblemático da estória. O autor confere a ela características psicológicas e afetivas mais humanas que as dos outros personagens, basta ver que ela tem nome, os filhos não. A leitura desta obra não foi para mim apenas parte de um hobbie. Em algumas páginas me sentia como um sertanejo de "alpercatas" ao lado de Fabiano, lamentando pela vida seca e me perguntando juntamente com ele: Por que não haveríamos de ser gente? Como muitos já disseram antes, "não há como ler este livro sem sentir sede". Eu concordo. Me ví sedento muitas e muitas vezes durante estas páginas. Mas aí eu pergunto: Sedento de quê? De vida, com certeza.

    789 curtidas

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