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    Os Salvadores do Planeta (Darkover #14) -

    Marion Zimmer Bradley

    Imago
    2000
    313 páginas
    10h 26m
    ISBN-10: 8531207207
    Português Brasileiro
    3.6
    101 avaliações
    Leram205Lendo3Querem183Relendo0Abandonos1Resenhas6
    Favoritos7Desejados183Avaliaram101

    Os Salvadores do Planeta é um livro mágico, que apresenta todos os elementos presentes na coleção Darkover que aborda em profundidade o conflito de humanos e não-humanos numa relação tumultuada pelo contato telepático. Marion Zimmer Bradley traz de volta personagens já conhecidos em outras aventuras em Darkover, como Regis Hastur, em contato com os habitantes não humanos de seu mundo, e terráqueos, à procura de um lugar para ficar, indo de um mundo atrás de outro

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    Vinicius Padilha Carr picture
    Vinicius Padilha Carr01/03/2011Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Um outro olhar

    "Os Salvadores do Planeta" é um livro a parte dentro da série Darkover. Primeiro porque são três contos unidos que formam o livro e segundo porque o último e maior deles, "A Espada de Aldones", é simplesmente "O Exílio de Sharra" escrito sob outro aspecto. "Os Salvadores do Planeta" é o conto que abre o livro e que o nomeia. Não chega a ser uma obra-prima sobre Darkover (uma obra-prima sobre Darkover é "Cidade da Magia" ou "O Exílio de Sharra") mas também não é algo vindo de uma dor de barriga da autora ("Os herdeiros de Hammerffel" foi uma diarréia de Marion Zimmer Bradley). A história é simples e até interessante, mas uma raça de não humanos é apresentada sob uma ótica nova e Régis Hastur aparece de forma bem diferente da de outros livros. "A Cachoeira" é o conto que estraga o livro, simplesmente narra a história de uma mulher que usa seus dons de laran para matar os homens que se encantam por ela. O uso de laran mais esdrúxulo que li em qualquer livro sobre Darkover. Coitada da pobre cachoeira que vira depósito de corpos humanos. Dispensável. "A Espada de Aldones" é o conto que move o livro. Trata-se da mesma história contada em "O Exílio de Sharra", tudo é igual, dos personagens as tramas principais e paralelas, e é nisso que consiste a beleza do talento de Marion Zimmer Bradley, que contou a mesma história em duas linhas temporais diferentes. "O Exílio de Sharra" é sem sombra de dúvida muitíssimo superior, os longos debates no Comyn são espetáculos a parte no livro, em "A Espada de Aldones" eles acontecem de forma fragmentária. Os personagens também são reduzidíssimos, tirando Lew Alton, que continua como o protagonista, todos os outros tem sua participação reduzida, e é isso que enfraquece o livro; os longos debates de Callina no Comyn não acontecem, a homossexualidade de Regis, Lewys e Dyan não são nem mencionadas, Danilo sequer é citado. E algumas mudanças não soam bem, Kadarin deixa de ser o vilão principal e Dyan assume o papel, em "O Exílio de Sharra" o final dado a Dyan é muito mais interessante e Kadarin é o vilão do início ao fim. Uma das poucas mudanças interessantes nesta versão flash é o domínio de Ashara sobre Callina, é assustador ver a antiga Guardiã dominando a mais nova. Para efeito de comparação e aprofundamento de detalhes, vale muito a pena. Ah, como eu queria ser do Comyn...

    2 curtidas

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    3.6 / 101
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    • 3 estrelas34%
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    • 1 estrelas1%
    Marion Eleanor Zimmer Bradley profile picture

    Marion Eleanor Zimmer Bradley

    Nasceu em Albany, capital do estado de Nova Iorque, em junho de 1930. No auge da grande depressão econômica, seus pais eram muito pobres, impossibilitados, portanto, de oferecer-lhe uma educação esmerada. Teve que começar a trabalhar muito cedo, chegando a ser garçonete e faxineira. Ao completar dezesseis anos, ganhou uma máquina de escrever da mãe. Marion, com o presente oferecido pela mãe, começou a escrever histórias. No início, para sobreviver, sujeitou-se a produzir uma série de romances sensacionalistas. Nos anos cinquenta, era aquilo a que se chama uma “escritora de sucesso fácil”, vendia histórias de sexo e de mistério a revistas de grande tiragem, para sustentar marido e filhos. Por essa altura juntou-se a um grupo de activistas lésbicas denominado Daughters of Bilitis, considerada a primeira organização de direitos lésbicos dos Estados Unidos. Na década seguinte, dedicou-se à produção de romances góticos para poder tirar um curso universitário. As suas histórias de ficção científica do ciclo Darkover (um planeta onde os seres humanos, ao contacto com os alienígenas, adquirem poderes extrapsíquicos) continuam a ter numerosos admiradores. Com As Brumas de Avalon, e a sua permanência de três meses na lista dos “bestesellers” do New York Times, Marion tornou-se uma escritora de prestígio e uma das mais lidas no mundo inteiro. Prosseguiu na mesma senda com Presságio de Fogo (1987) (lançado no Brasil com o título de "Incêndio de Tróia"), onde reescreve a guerra de Tróia de uma perspectiva feminista. Regressa ao universo mítico da Bretanha druídica, desta vez, em confronto com o Império Romano com A Casa da Floresta (1983). Em 1985, Marion Bradley lançou um novo livro, especialmente destinado ao público infantil. Muitos, no entanto, consideraram o livro uma obra adulta, e possivelmente imprópria para crianças: "A filha da Noite", baseado na ópera "A flauta mágica", de Mozart. Deixou mais de meia centena de livros. Entre seus livros mais famosos estão As Brumas de Avalon, Presságio de Fogo/Incêndio de Tróia, A Casa da Floresta e a série Darkover. Marion Zimmer Bradley foi casada duas vezes e teve dois filhos. Morava em Berkeley, na Califórnia. Muito de sua notoriedade também se deve ao apoio que deu à comunidade de ficção científica americana.

    128 Livros
    1.615 Seguidores
    Nova Iorque, Estados Unidos

    Marion Eleanor Zimmer Bradley