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    Memórias Póstumas de Brás Cubas (Biblioteca Básica Brasileira #37) -

    Machado de Assis

    Editora UnB
    2014
    313 páginas
    10h 26m
    ISBN-13: 9788563574503
    Português Brasileiro
    4.3
    8 avaliações
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    No dia 27 de dezembro de 1878, Machado de Assis e sua mulher viajaram sob recomendação médica para a Vila de Nova Friburgo, com seus quase mil metros de altitude, para que ele se recuperasse de uma inflamação nos olhos (retinite), da estafa e da insônia que lhe acometia. É nesse clima, “no cimo da montanha” que é gestado Memórias póstumas de Brás Cubas, que se mostraria revolucionário, cá embaixo. Passados mais de 130 anos de sua publicação, a narrativa continua a desafiar os mais argutos críticos e analistas, na tentativa de mapear a sua gênese e complexidade ficcional, com personagens bem delineados, “vivos”, e significados subentendidos. Pela primeira vez, em nossas letras, uma obra problematiza o homem e o mundo com forte viés pessimista, segundo José Guilherme Merquior.

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    Raina Carrion picture
    Raina Carrion24/09/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor

    O contraste entre a personalidade vibe Apolo do Brás Cubas e a franqueza da mediocridade do narrador por já estar morto é espetacular! É uma linguagem muito engraçada e fluída, além da metalinguagem intensificar a sensação de ser uma conversa entre o leitor e o autor - ainda que tenha palavras que só o dicionário conhece, são fáceis de entender pelo contexto. Embora o protagonista tenha atitudes terríveis, é difícil odiá-lo ou até mesmo reprová-lo, porque qualquer uma das duas faz ressoar a voz interior da própria hipocrisia. Nesse sentido, é mostrado cruamente a miséria humana nos pequenos e grandes detalhes, trazendo reflexões com muito ironia que perpassam o protagonista e chegam com mais força nos leitores.

    1 curtida

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    4.3 / 8
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    Joaquim Maria Machado de Assis profile picture

    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

    821 Livros
    8.093 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis