Um mistério de verdade
História mais longa, com bem mais desenvolvimento e portanto mais mistério e pistas e chances de participar do processo de descobrir Apesar de que na real o Sherlock mesmo não faz nenhuma grande dedução pq ele tá ausente mais da metade da história. E depois que aparece ele diz que deduziu tudo, claro, mas não tem tanta evidência além da palavra dele Mas por outro lado foi muito refreshing ver o Watson fazendo essa parte de dedução, tentando ativamente observar tudo pra relatar pro Sherlock, tentando pensar e agir como ele pensaria e agiria... Do I care about the rich man being threatened? Not really... Não me afeiçoei aos personagens, exceto talvez pena do Sir Charles, e já desconfiava do culpado, não era como se não tava bem óbvio desde a primeira aparição... Mas o moor... o moor é realmente um personagem muito importante no imaginário da Inglaterra. Eu me senti de novo lendo Jane Eyre e Pride and Prejudice, me deliciando com as descrições sombrias e melancólicas dessa formação natural. Foram raras as vezes em todas as outras histórias que eu quis marcar trechos por causa da beleza da escrita, e vou ter que dar o mérito não pro Doyle, mas pro moor. Pensando agora acho que tem algo assim no Drácula tb, talvez eu releia e assista o programa em algum ponto. No geral acho que uma das melhores histórias (e interessante pensar que a minha favorita também tem essa vibe dark de algo perdido na noite no campo longe de qualquer casa, que é o Silver Blaze. Talvez eu esteja descobrindo que gosto desse clima dark e melancólico), com um caso de verdade, ativo e realmente interessante, que você realmente quer saber o que está acontecendo e como tudo se encaixa. E acho que ler como foi publicado, com as pausas e especialmente pausando quando o Hound aparece, foi realmente uma experiência muito eficaz pra aumentar a ansiedade e envolvimento.
