"Com a prosa que o consagrou como um dos principais escritores contemporâneos, Salman Rushdie discorre sobre literatura, imprensa, política, religião, fotografia e cinema em ensaios e artigos que renovam a aposta na integridade e inquietude intelectuais como as melhores respostas contra o fanatismo e a intolerância. "Quando o líder de um estado terrorista acaba de anunciar a intenção de matar você em nome de deus, você pode vociferar ou resmungar. Eu não quis resmungar." Desde que foi condenado à morte pelo aiatolá Komheini, em 1988, sob a acusação de blasfêmia supostamente enunciada no romance Os versos satânicos, o escritor indiano Salman Rushdie viveu por quase dez anos escondido, sob a proteção do serviço secreto do governo inglês, e virou símbolo da luta internacional pela liberdade de expressão. Sua resistência se traduz sobretudo na defesa do direito individual de pensar - conceito que, como uma espécie de antídoto contra a intolerância, permeia os textos reunidos em Cruze esta linha. São artigos e ensaios sobre os mais variados temas selecionados do livro Step across this line, publicado por Rushdie em 2002: o filme O Mágico de Oz; a obra de Angela Carter, J. M. Coetzee, Arundhati Roy, Arthur Miller e Hannan al-Shaykh; o pensamento dos intelectuais V. S. Naipaul e Edward Said; as ações de políticos como Bill Clinton, Tony Blair, Saddam Hussein, Margareth Thatcher e Pinochet; a independência da Índia; a literatura indiana; o conflito na Caxemira; a guerra de Kosovo" - Disal

