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    The Naked Sun (Robot #2) -

    Isaac Asimov

    Ballantine
    1986
    270 páginas
    9h 0m
    ISBN-13: 9780345338211
    4.4
    2177 avaliações
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    A millennium into the future, two advancements have altered the course of human history: the colonization of the Galaxy and the creation of the positronic brain. On the beautiful Outer World planet of Solaria, a handful of human colonists lead a hermit-like existence, their every need attended to by their faithful robot servants. To this strange and provocative planet comes Detective Elijah Baley, sent from the streets of New York with his positronic partner, the robot R. Daneel Olivaw, to solve an incredible murder that has rocked Solaria to its foundations. The victim had been so reclusive that he appeared to his associates only through holographic projection. Yet someone had gotten close enough to bludgeon him to death while robots looked on. Now Baley and Olivaw are faced with two clear impossibilities: either the Solarian was killed by one of his robots--unthinkable under the laws of Robotics--or he was killed by the woman who loved him so much that she never came into his presence!

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    Régis Maz picture
    Régis Maz29/05/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Segundo livro da série dos robôs

    Esse é o segundo livro da série dos robôs de Isaac Asimov; li o primeiro, "Cavernas de Aço", em 2022 e ainda assim não havia esquecido o enredo, os personagens e como o autor trabalhou o relacionamento entre Elijah Baley e R. Daneel Olivaw, desenvolvendo a confiança e a parceria entre eles tornando-os, de certa forma, amigos, apesar da aversão que Baley e todos os terráqueos têm pelos robôs. Em O Sol Desvelado Asimov escanteia a relação dos dois personagens para manter o foco em Solaria e no comportamento insólito de seus habitantes. Eu, particularmente, senti falta de uma interação mais profunda entre Baley e Daneel, mas percebi que o afastamento foi necessário para que pudéssemos acompanhar o desenvolvimento emocional e mental de Baley ao estar em um planeta distante, do qual sabe pouco (ou quase nada) cercado pelos robôs que odeia e tendo que lidar também com os Siderais que o consideram um ser humano inferior e transmissor de doenças. Afinal, o autor retirou a narrativa da Terra para que nós pudéssemos conhecer melhor os Mundos Exteriores, o jogo político entre os planetas da Galáxia e entender melhor a posição que a Terra se encontra em meio a conspiração política Sideral. A decisão de tirar Baley de sua zona de conforto e inseri-lo em um planeta que, inevitavelmente, causaria incômodo físico e mental para ele (devido a sua fobia de espaços abertos, já que está acostumado a viver nas cavernas de aço da Terra) também é uma forma de desenvolver melhor o detetive mostrando como ele agiria estando em meio ao preconceito que os Siderais têm pelos terráqueos ao mesmo tempo que lidava com seus próprios preconceitos contra o modo de vida nos Mundos Exteriores. Ele está em um mundo distinto com cultura completamente oposta a sua e terá que aprender rapidamente a entender a complexidade das diferenças culturais se quiser resolver o caso impossível e complicado para o qual foi designado. Solaria é um planeta diferente dos outros que compõe a Galáxia e os Siderais que habitam sua superfície são completamente diferentes dos que foram apresentados em Cavernas de Aço. Solaria tem um padrão social, desenvolvimento genético, controle de natalidade e um número de cidadãos e robôs que difere do que é encontrado nos outros planetas e através da investigação do assassinato de Delmarre (um fetologista) acompanhamos Baley e Daneel desvendando o curioso modo de viver dos solarianos enquanto o autor nos mostra sua habilidade em criar um mundo totalmente novo e diferente de tudo que já vimos. O início do livro é permeado por um ódio explícito de Baley pelos robôs, o qual ele verbaliza constantemente tornando um pouco incômodo para o leitor acompanhar. Ele está sempre destilando o seu preconceito contra os robôs de forma que torna a conexão entre ele e Daneel, nesse livro, um pouco fraca, embora a investigação seja totalmente maravilhosa e satisfatória. Assim como no primeiro livro, Asimov leva o leitor a suspeitar de tudo e todos, permitindo que alcancemos a conclusão apenas no final da investigação de Baley, enquanto tudo que conseguimos ao longo da leitura é teorizar os motivos e conhecer os suspeitos, mas isso acontece de forma muito emocionante e satisfatória. Ao final do livro vemos que Baley não retorna à Terra apenas com o caso resolvido, mas também retorna com uma percepção completamente nova do que sua experiência em ver o sol desvelado em Solaria lhe deu quanto ao que deverá ser feito para que a população da Terra sobreviva e saiam da posição de mundo condenado em que se encontra. Agora é ler o próximo livro e ver o que nos aguarda em Aurora, o próximo Mundo Exterior que Baley irá visitar.

    102 curtidas

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