Factotum (eBook) -

    Charles Bukowski

    HarperCollins
    2009
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-13: 9780061842412

    One of Charles Bukowski's best, this beer-soaked, deliciously degenerate novel follows the wanderings of aspiring writer Henry Chinaski across World War II-era America. Deferred from military service, Chinaski travels from city to city, moving listlessly from one odd job to another, always needing money but never badly enough to keep a job. His day-to-day existence spirals into an endless litany of pathetic whores, sordid rooms, dreary embraces, and drunken brawls, as he makes his bitter, brilliant way from one drink to the next. Charles Bukowski's posthumous legend continues to grow. Factotum is a masterfully vivid evocation of slow-paced, low-life urbanity and alcoholism, and an excellent introduction to the fictional world of Charles Bukowski.

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    Bookster Pedro Pacifico25/08/2023Resenhou um livro
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    Factótum, de Charles Bukowski

    Bukowski é conhecido por suas prosa polêmica e não é a toa que recebe o apelido de “velho safado”. Em seus romances, o leitor se deparar com personagens homens, machistas e mulherengos. Henry Chinaski é a sua principal criação e está presente em cinco de suas obras, incluindo Factótum. Nunca tinha lido nada do escritor norte-americano até agora. Chinaski é um típico anti-herói. O personagem é um escritor que vive bebendo, em busca de mulheres e trocando de empregos - porque não para em nenhum. Em Factótum, o protagonista acaba de ser dispensado para combater na Segunda Guerra Mundial e, sem rumo, inicia uma perambulação sem muito propósito ou afeto a sua volta. Chinaski não consegue atingir o sucesso no seu ofício com autor e, por isso, recorre as mais diversas funções para conseguir sobreviver (o que ele faz bem mal, diga-se de passagem). A displicência do personagem com suas mínimas responsabilidades e compromissos chegou até a me incomodar. É o extremo de quem não quer nada com a vida, a não ser beber e se relacionar com mulheres, sem se preocupar com o dia de amanhã. A leitura é bem fácil e rápida, mas em alguns momentos senti que o enredo ficava um pouco repetitivo. Era Chinaski mudando de um trabalho para outro, de um quarto sujo para outro. É provável que essa tenha sido uma reação proposital que o autor queria causar no leitor! A nova edição da @harpercollinsbrasil se destaca pela tradução, feita por Emanuela Siqueira, uma tradutora feminista (sim, isso mesmo), que contextualiza e traz um olhar crítico sobre as problemáticas existentes na obra de Bukowski, sem, no entanto, modificar o conteúdo. É a possibilidade de lermos autores e textos mais polêmicos, que refletem um pensamento de uma época, sem deixar de lado uma leitura atenta e consciente. Nota 8,5/10 Para mais resenhas, siga o @book.ster no instagram!

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