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    A Revolta da Vacina - Mentes insanas em corpos rebeldes

    Nicolau Sevcenko

    Unesp
    2018
    134 páginas
    4h 28m
    ISBN-13: 9788539307203
    Português Brasileiro
    4.3
    99 avaliações
    Leram141Lendo10Querem92Relendo0Abandonos2Resenhas14
    Favoritos6Desejados92Avaliaram99

    Imagine as ruas centrais e alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro, então distrito federal, tomados por barricadas e trincheiras, a iluminação pública destruída, uma fúria dirigida a delegacias, repartições públicas e inclusive ao comércio, em busca de armas, querosene e dinamite. Imagine carros tombados, armadilhas e tocaias em becos e casas abandonadas, e a ação policial sem conseguir reprimir a revolta. O governo precisa recorrer, então, às tropas do Exército e da Marinha, aos bombeiros e, por fim, à Guarda Nacional. Neste livro, Nicolau Sevcenko elucida os principais fatores que levaram à Revolta da Vacina, durante a campanha de vacinação contra a varíola ocorrida em 1904, o “último motim urbano clássico do Rio de Janeiro”.

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    Elisabete Bastos picture
    Elisabete Bastos11/01/2021Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Os bastidores que inflamaram a revolta

    O livro é conciso, mas traz tantas informações. O Governo do Presidente Rodrigo Alves traz como mote político a remodelação do Rio de Janeiro, isto significa, por a baixo as construções, sem poder questionar na justiça, limpeza, e desapropriações e tirando os pobres do Centro de Distrito para os morros os lugares longíquos. Havia grande parte de desempregados e aliado a isto, uma obrigatoriedade da vacina em out/1902 com medidas coercitivas. A vacinação da febre amarela não foi uma campanha de conscientização adequada. Osvaldo Cruz tinha pulso autoritário para praticar qualquer ato na seara de acabar com as doenças endêmicas. Na França, a remodelação foi amplamente elogioada e o Brasil copiou. A endemia de febre amarela e varíola fazia o Brasil ser conhecido por túmulo do estrangeiro. De outro lado, pondo lenha na fogueira os favoráveis a monarquia, e os dois lados da República, aqueles que apoiavam o Rodrigues Alves (São Paulo, os cafeicultores) e o resto do país. Houve uma grande repressão e muitos mortos no Rio de Janeiro. Evidentemente, não há registros de tantos brasileiros foram mortos, presos, encaminhados a Iha das Cobras e muitos exilados para o Acre, para o trabalho . O autor e formado em História. O livro é excelente para conhecer melhor o Brasil e o Rio de Janeiro, Distrito Federal.

    13 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 99
    • 5 estrelas46%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas4%
    • 1 estrelas2%
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    Nicolau Sevcenko

    Historiador e professor brasileiro, filho de imigrantes vindos da região da Ucrânia, formou-se em História USP, em 1975, e se dedicou ao estudo da cultura brasileira e do desenvolvimento de cidades. Lecionou até 2012, ano em que se aposentou.

    12 Livros
    34 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Nicolau Sevcenko