Borboletas e Lobisomens - Vidas, Sonhos e Mortes dos Guerrilheiros do Araguaia

    Hugo Studart

    Francisco Alves
    2018
    660 páginas
    22h 0m
    ISBN-13: 9788526504905
    Português Brasileiro

    Durante os anos mais repressivos da ditadura militar brasileira, 79 jovens instalaram-se no coração das selvas amazônicas, sem armas e provisões, para promover uma revolução socialista no Brasil. Este episódio é conhecido como Guerrilha do Araguaia e é um dos acontecimentos mais obscuros do regime militar no Brasil. Fruto de um extenso trabalho de pesquisa, que incluiu pesquisas de campos, entrevistas, consultas a documentos históricos e participação nos grupos de buscas a desaparecidos no Araguaia promovidos pelo Governo Federal, este livro consiste em uma obra fundamental sobre a Guerrilha do Araguaia, na qual o autor desvenda o episódio a partir do relato da história de seus participantes – guerrilheiros, militares e camponeses. O resultado é um texto com incontestável rigor histórico, científico e acadêmico. O livro conta ainda com fotografias, dados dos guerrilheiros, militares e camponeses, e extensa bibliografia sobre o tema. Uma obra enciclopédica e definitiva sobre a Guerrilha do Araguaia.

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    Amapá e Amazônia picture
    Amapá e Amazônia04/04/2019Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Traz revelações bombásticas, que devem desagradar tanto aos militares quanto aos que cultuam uma imagem heroica dos integrantes da guerrilha do Araguaia – movimento armado que tentou promover uma revolução comunista no Brasil, entre 1967 e 1974, na fronteira entre os estados do Pará, Maranhão e Goiás, mas acabou sendo dizimado pelos militares. Resultado de nove anos de pesquisa e do acesso a documentos secretos das Forças Armadas, o livro afirma, entre outras coisas, que: Sete guerrilheiros dados como mortos na verdade negociaram sua liberdade com militares e sobreviveram, com identidades falsas; uma guerrilheira se envolveu amorosamente com o sargento do Exército que a interrogou; outra guerrilheira foi forçada a abortar pelos comandantes da guerrilha. As revelações sobre os militares não são menos incômodas, incluindo episódios de barbárie, como o do guerrilheiro que teve o pescoço serrado enquanto ainda agonizava e o da guerrilheira que foi enterrada viva, sem falar na tortura e nas execuções sumárias de 22 prisioneiros. Nesta entrevista, Hugo Studart lamenta que o Brasil ainda continue refém da mentalidade daquela época: “Boa parte das esquerdas se recusa a fazer autocrítica e radicaliza o discurso em torno de um líder messiânico condenado”, afirma. “De outro lado, parcela equivalente da sociedade alinha-se a um candidato radical de direita que tenta se fazer líder messiânico ou, pior, uma parcela que prega a volta da ditadura militar. Vejo esses dois fenômenos como as faces de uma mesma moeda.” Fonte:

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