Não Apresse o Rio -

    Barry Stevens

    Círculo do Livro
    1994
    296 páginas
    9h 52m
    ISBN-10: 8533205112
    Português Brasileiro

    Um relato a respeito do uso que a autora faz da Gestalt-terapia e dos caminhos do Zen, Krishnamurti e índios americanos para aprofundar e expandir a experiência pessoal e o trabalho através das dificuldades. Temos que nos colocar de cabeça para baixo e inverter a nossa maneira de abordar a vida.

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    Ivanete B. 16/04/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Aqui e agora, meu tempo e meu ritmo.

    O rio corre sozinho, vai seguindo seu caminho. Não necessita ser empurrado. Para um pouquinho no remanso. Apressa-se nas cachoeiras. Desliza de mansinho nas baixadas. Precipita-se nas cascatas. Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho. Sabe que há um ponto de chegada. Sabe que seu destino é para a frente. O rio não sabe recuar. Seu caminho é seguir em frente. É vitorioso, abraçando outros rios, vai chegando no mar. O mar é sua realização. É chegar ao ponto final. É ter feito a caminhada. É ter realizado totalmente seu destino. A vida da gente deve ser levada do jeito do rio. Deixar que corra como deve correr. Sem apressar e sem represar. Sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras. Correr do jeito do rio, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada. A vida é como o rio. Por que apressar? Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida? Por que chegar antes de se partir? Toda natureza não tem pressa. Vai seguindo seu caminho. Assim também é a árvore, assim são os animais. Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto. Tudo tem seu ritmo. Tudo tem seu tempo. E então, por que apressar a vida da gente? Desejo ser um rio. Livre dos empurrões dos outros e dos meus próprios. Livre da poluição alheias e das minhas. Rio original, limpo e livre. Rio que escolheu seu próprio caminho. Rio que sabe que tem um ponto de chegada. Sabe que o tempo não interessa. Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar. Importante é chegar ao mar. Importante é dizer "cheguei". E porque cheguei, estou realizado. A gente deveria dizer: não apresse o rio, ele anda sozinho. Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros: não apresse a vida, ela anda sozinha Deixe-a seguir seu caminho normal. Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá. Esta reflexão está reproduzida em alguns sites e blogs. Uns informando tratar-se de autoria desconhecida, outros afirmando ser de autoria da escritora e psicoterapeuta norteamericana Barry Stevens. Li o livro infinitas vezes, achei o texto muito adequado, contém toda a essência do livro de Barry, que por sua vez remete ao existencialismo, humanismo e terapia comportamental, foi um livro "amigo de cabeceira" por muitos anos, me ajudou a compreender alguns processos internos em períodos difíceis da vida, aprender que tudo tem seu tempo e tudo tem seu ritmo. Recomendo para as pessoas interessadas em Gestalt-terapia, que tem seu enfoque clínico no conceito de aqui e agora, com ênfase na responsabilidade de si mesmo.

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