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    Três Ícones (Pré-textos) -

    Massimo Cacciari

    Ayinê
    2016
    72 páginas
    2h 24m
    ISBN-10: 8592649145
    Português Brasileiro
    4.2
    5 avaliações
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    Favoritos0Desejados1Avaliaram5

    Rublev, Piero della Francesca, de Eyck: três iluminantes exercícios de teologia da visão.

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    Aguinaldo Medici Severino picture
    Aguinaldo Medici Severino18/11/2019Resenhou um livro
    3 (Bom)

    três ícones

    Massimo Cacciari, filósofo italiano, ensaísta dos bons, apresenta neste pequeno volume três curtos ensaios sobre arte. Ele fala de três obras produzidas no século XV que considera "(...) em sua finalidade, em ato, apresentarem um pensamento pictórico específico". As três obras são: "A trinidade", de Andrei Rublev, parte do acervo da Galeria Tretyakov, em Moscou; "Ressurreição", de Piero della Francesca, parte do acervo exposto no Museo Civico de San Sepolcro, na Itália; e "Retrato dos Arnolfini", de Johannes de Eyck, do acervo da National Gallery, de Londres. Cacciari alcança encontrar nas três obras camadas de símbolos, de representações, de informações cifradas. Sua narrativa ilumina as obras, cada gesto capturado pelo artista, cada fragmento das imagens é por ele desconstruído, forçado a mostrar sua razão de estar ali. O que ele faz é basicamente narrar toda uma simbologia cifrada. Mas, a meu juízo, o leitor quase se afoga neste mar de referências cruzadas. A linguagem utilizada por Cacciari é muito técnica, coisa que certamente afasta alguém não muito familiarizado com a história da arte, com história das religiões, com estética, sociologia, com a filosofia, como eu. Difícil decisão recomendar ou não um livro assim. Gosto mais do estilo de Cees Nooteboom quando apresenta suas reflexões sobre arte (dele já li os seminais "El bosco", "Zurbarán", "El enigma de la luz", "Tumbas"). Claro, a rica e exuberante descrição das obras que Cacciari oferece ao leitor nos dá oportunidade de ilustrar-nos mais, a aprender algo que não conhecemos, afinal, em algum momento de nossa história perdemos a capacidade de entender certas alusões iconográficas. Será o caso de invejarmos nossos ancestrais do medievo, da renascença? Todavia, apesar do livro ser curtíssimo, precisei investir um bocado de tempo nele para poder dizer "que li este livro". Vamos em frente, tenho um outro Cacciari para registrar em breve. Vale! Registro #1464 (crônicas e ensaios #263) [início 03/04/2019 - fim: 14/09/2019] "Três ícones", Massimo Cacciari, tradução de Denise Bottmann e Federico Carotti, Belo Horizonte: Editora Âyiné (coleção Pré textos | Kutchak #2), 1a. edição (2007), brochura 12x18 cm., 74 págs., ISBN: 978-85-92649-14-2 [edição original: Tre Icone (Milano: Adelphi Edizione S.P.A Milano) 2007]

    1 curtida

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    4.2 / 5
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    • 4 estrelas40%
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    • 1 estrelas0%
    Massimo Cacciari profile picture

    Massimo Cacciari

    Nascido em Veneza, Cacciari é formado em filosofia pela Universidade de Pádua (1967), onde também recebeu seu doutorado, escrevendo uma tese sobre Crítica do Juízo de Immanuel Kant. Em 1985, tornou-se professor de estética no Instituto de Arquitetura de Veneza. Em 2002, fundou o Departamento de Filosofia na Universidade de Vita-Salute San Raffaele em Milão, onde foi nomeado Decano do Departamento em 2005. Cacciari fundou várias revisões filosóficas e publicou ensaios centrados no "pensamento negativo" inspirado por autores como Friedrich Nietzsche, Martin Heidegger e Ludwig Wittgenstein. Nos anos 80, Cacciari também trabalhou com o compositor italiano de música contemporânea / clássica avant-garde Luigi Nono. Nono, um ativista político cuja música representou uma revolta contra as construções culturais burguesas, colaborou com Cacciari, que organizou as letras filosóficas em obras de Nono como Das Atmende Klarsein, Io, e a ópera Prometeo. Depois de uma breve afiliação com Potere Operaio, um radical partido de esquerda, Cacciari se juntou ao Partido Comunista Italiano (PCI), ocupando posições que pareciam ter pouca conexão com seus interesses filosóficos. Na década de 1970, ele foi responsável pela política industrial da seção do PCI Veneto e, em 1976, foi eleito para a Câmara dos Deputados da Itália, onde foi membro da comissão parlamentar da indústria (1976-1983). Após a morte de Enrico Berlinguer (1984), Cacciari deixou o Partido Comunista e mudou para posições mais moderadas, embora nunca tenha deixado a coalizão de centro-esquerda. Em 1993 ele foi eleito prefeito de Veneza, cargo que ocupou até 2000. Ele também foi colocado como o futuro líder nacional da coalizão, mais tarde chamado The Olive Tree, mas sua derrota nas eleições de 2000 como governador da região de Veneto tornou esta ocasião diminuiu. No entanto, em uma jogada surpresa em 2005, Cacciari voltou a concorrer a prefeito de Veneza e foi eleito por uma pequena maioria contra o ex-magistrado Felice Casson, o próprio magistrado que anos atrás acusou o prefeito Cacciari por negligência criminosa decorrente do incêndio de 1996. na casa de ópera de La Fenice, em Veneza. O prefeito Cacciari foi absolvido de todas as acusações nesse caso.

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