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    Ingresia - Chibanças e Seiscentos Demônhos

    Franciel Cruz

    P55 Edição
    2018
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-10: 8583250510
    Português Brasileiro
    4.4
    39 avaliações
    Leram56Lendo11Querem41Relendo0Abandonos0Resenhas10
    Favoritos4Desejados41Avaliaram39

    O mais aguardado livro do Norte e Nordeste de Amaralina. "O livro Ingresia revela um espírito de humorista, está espécie de homem desconfiado dos pregoeiros da seriedade e convicto de que ninguém pode alegar inocência na paróquia. Quando o lirismo se anuncia, uma frase fuzilante de Franciel reinstaura a desordem e convida as senhoras e os senhores ao espetáculo original do riso, que talvez seja uma lágrima disposta a pensar mais um pouco." Claudio Leal "'Poesia e política são demais para um homem só?', pergunta alguém do outro lado da tela de Terra em Transe. Na crônica de Franciel Cruz, essa agonia glauberiana não tem cabimento. O cronista abarca as tais malasartes sem miados existenciais, queixumes ou amarelices". Xico Sá

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    Katia Rodrigues picture
    Katia Rodrigues16/06/2022Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Crônicas lambuzadas de dendê e humor ácido

    Diferentemente do que ocorre com outros gêneros textuais em que a perfeição é indispensável, na crônica a excelência absoluta é inconveniente. Os caminhos confusos e tortuosos são mais interessantes. Digo isso porque, seus leitores buscam nelas as carências humanas, buscam tudo aquilo que limita e arruína a espécie. Franciel nos mostra os sinais da vida soteropolitana. Passeando por diversos temas: do futebol à política local. Registrando o circunstancial do cotidiano mais simples, acrescentando fortes doses de humor, ironia, crítica e poesia. O humor é, em Ingresia, o grande catalisador dos excessos de toda ordem - os da carne e os do espírito-, o ingrediente que concede um semblante amável ao que, sem ele, seria medíocre. "Se Deus não existe, tudo é permitido ? menos virar a casaca?. Caso o angustiado Dostoiévski fosse brasileiro e apreciasse o ludopédio, com certeza a sua célebre frase viria com o acréscimo acima que está em negrito. Afinal, em Pindorama aceita-se (e convive-se com) tudo: maracutaias, mentiras, falta de educação e outras chibanças muito mais criminosas, como a depilação masculina, por exemplo. No entanto, o único deslize que não se perdoa é a mudança das cores clubísticas. Isso não, nécaras e jamais." "Quando decidimos contrariar Machado de Assis, deixando o legado de nossa miséria para outra criatura, não resta alternativa senão tentar impingir-lhe marcas indeléveis. E a principal de todas, nesta pátria de chuteiras coloridas, é forçar o futuro herdeiro das dívidas a vestir e honrar a camisa do clube que escolhemos amar." A meu ver, Franciel é um cronista excepcional que mais do que conseguir nos seduzir em poucas linhas e nos levar pelo pescoço até onde se propõe. Quer dizer, ao riso, à ternura, ao ódio, à compaixão, etc..., vai além. Imprimi uma voz genuinamente criativa como poucos. Uma das melhores leituras do ano ❤️

    24 curtidas

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    4.4 / 39
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