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    Jorge Cooper - Poesia Completa

    Jorge Cooper

    1969
    0 páginas
    0m
    ISBN-13: 9788562030062
    Português Brasileiro
    4
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    Jorge Cooper profile picture

    Jorge Cooper

    Jorge Cooper (1911-1991, Maceió/AL) era o primogênito dos cinco filhos. O sobrenome Cooper vem de seu pai, Mitchell Cooper, um inglês naturalizado brasileiro. Sua família era pobre, por isso, seu pai se empenhava para sustentar uma família grande. Cooper fez os estudos básicos no Externato Santa Helena e no Grupo Escolar Fernandes Lima. Sonhava cursar o Liceu, porém a realidade de sua família era outra, naquele momento não poderia cursá-lo. Começou a trabalhar cedo, como escriturário no Banco Norte do Brasil. É nesse mesmo tempo que ele compra seus primeiros livros, que irão compor a sua primeira biblioteca. Era eclético, lia tudo que lhe viesse em mãos... Com a sua independência financeira adveio a sua tão esperada e almejada liberdade. Nas noitadas na cidade de Maceió, ele se “perdia” a olhos vistos, por isso, as famílias conservadoras, incentivavam aos seus filhos a evitar andar com ele. Maceió ainda era uma cidadela comparada às (algumas) outras capitais brasileiras. “Os seus tabuleiros ainda eram virgens.” Em 1933, Jorge Cooper faz a sua primeira viagem a outro Estado brasileiro. Com muitas expectativas e furor vai conhecer o Rio de Janeiro, a então capital do Brasil. Antes de embarcar em sua viagem, demite-se do Banco e com alguns trocados e um endereço de sua prima no bolso, segue seu curso. Ao chegar ao Rio, é recebido com festejos pelos seus parentes. Depois de acomodado em casa de sua prima, ele se vê assediado pela filha mais nova de sua prima, logo a sua estadia se vê rompida pelo flagrante do ato. Após passar alguns dias em relento, surge uma oportunidade de voltar ao Nordeste (Recife), porém é reconhecido pelo seu pai no porto de Jaraguá, e ele o demove novamente para sua casa. Em meio aos boatos que surgiram em Maceió, na década de 40, sobre a primeira Guerra Mundial, Charles Cooper – seu pai - morre em setembro de 1944. Vítima da gangrena e uma ameaça de tétano. Jorge Cooper se vê numa profunda tristeza nesse meio tempo, contudo, remoerá a morte de seu pai tempos mais tarde, em seus poemas. O fará uma figura onipresente em suas poesias... Em 1945 Jorge Cooper começa a escrever suas primeiras poesias, mostra aos seus amigos, e esses a recebem com desprezo. Visto que, a sua poesia é desprovida de rimas, métricas, e de contabilidade silábica perfeita. Um dos jornalistas da época chegou a dizer que aquilo só poderia ser considerado, quando no muito, uma prosa poética. No final da década de 40, precisamente em 1949, casa-se com Stella, que fora educada em seio católico; diferentemente dos pensamentos de Cooper que era um ateu confesso. Casou desempregado, pois na época houve atividades sindicais que ocasionou o fechamento de todos os bancos por quase um mês, na capital alagoana. No ano seguinte vai residir no Rio de Janeiro com sua esposa. A cidade carioca naquela época estava a reunir muitos intelectuais do nordeste – que migraram por diversos motivos. O que ajudou Cooper a prosperar na cidade foi a vivência que ele tivera nos jornais em Maceió, providenciando assim, uma carreira profissional no Rio. Sete anos mais tarde, precisamente no ano de 1957, nasce seu único filho. Não abandonou a poesia, tornando-a seu “íntimo vício”. Em 1953, Lêdo Ivo, apresentou sua poesia saudando-a e afiançando-o como promissor no cenário literário nacional. Nessa mesma época, ganha vários concursos de poesias promovidos na terra que o acolheu. Anos mais tarde, com a ditadura militar, Jorge Cooper se vê entregue às piores possibilidades de seu futuro. Nesse mesmo tempo, surge uma oportunidade de trabalhar em Brasília como funcionário – nessa época estava a transferir a capital do Rio de Janeiro para a recém-criada Brasília -, porém Três meses depois, retorna ao Rio meio doente. Após 19 anos ausentes de Maceió, Jorge e Stella retornam à Maceió.

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    Alagoas, Brasil

    Jorge Cooper