The Mysterious Stranger -

    Mark Twain

    Project Gutenberg
    2006
    138 páginas
    4h 36m
    ISBN-10: B07FJX35MC

    The Mysterious Stranger is a novel attempted by the American author Mark Twain. He worked on it intermittently from 1897 through 1908. Twain wrote multiple versions of the story; each involves a supernatural character called "Satan" or "No. 44". All the versions remained unfinished (with the debatable exception of the last one, No. 44, the Mysterious Stranger).

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    Arthur Almeida26/07/2018Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O Estranho Misterioso

    Esse é o primeiro livro de Mark Twain que leio, e confesso que não esperava muito da leitura. Porém, eu estrava enganado, é um livro excelente (desconsiderando o fato de que talvez não tenha sido inteiramente escrito por Twain). Nessa obra o autor demonstra um olhar um tanto pessimista quanto a natureza humana, muito mais do que isso, o pessimismo que está contido nessa obra se refere também a concepção humana de progresso e de história, que são concepções marcadas pela violência e pela carnificina despropositada e sem sentido, como resultado da maior limitação humana: o senso moral. A ideia de que podemos distinguir o certo do errado e que isso nos torna superiores aos demais animais é na verdade uma ilusão, pois é justamente isso que nos torna inferiores aos demais seres, pois esses outros seres não conhecem o certo e o errado, e se ferem outros, nunca é intencionalmente. A narrativa se passa numa pequena vila da Áustria da Idade Média, a história é contada por Theodor, jovem morador da vila, que um dia acompanhado de seus amigos trava conhecimento com um jovem misterioso que aparece no local, esse jovem tem habilidades mágicas e pode criar qualquer coisa apenas a partir do pensamento. Grande parte do livro é constituída de diálogos entre Theodor e seus amigos e o jovem estranho, esse jovem leva-os a diversas épocas da história humana, tanto no passando quanto no futuro e a todo momento fala com indiferença e desprezo sobre a raça humana, como se falasse de moscas, e justifica os motivos de não sentir absolutamente nada por nossa espécie, que para esse personagem não passa de uma espécie orgulhosa e estúpida, que se vangloria de feitos horrendos e sem nenhum valor, esmagando seus iguais em busca de honras, riquezas e vitórias passageiras e sem sentido, entregando-se à idolatria, à guerra e à crendice que os leva a cometer os maiores absurdos em nome de Deus, um Deus que diante de tudo isso optou por virar as costas para a humanidade. Essa obra demostra uma coisa um tanto curiosa, que é o fato de que muitos autores no final de suas vidas escreveram obras que apresentam um olhar de desespero e de pessimismo diante da condição humana e de toda a miséria que permeia nossa existência. Como se toda a experiência acumulada durante uma vida inteira, e a certeza de que essa vida está por chegar ao fim, despertasse nesses autores um sentimento de fracasso diante da estupidez humana, que parece ser incorrigível.

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