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    CADERNOS DE NIJINSKI - O SENTIMENTO

    VASLAV NIJINSKI

    Francisco Alves
    1998
    279 páginas
    9h 18m
    ISBN-13: 9788526503632
    Português Brasileiro
    4.8
    10 avaliações
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    Em seus Cadernos, o bailarino Vaslav Nijinski registrava as impressões, idéias e sentimentos que povoam sua mente genial e atormentada. Agora, com a autorização das filhas do artista, os " Cadernos de Nijinski " são publicados integralmente, com o subtítulo " O Sentimento ", que ele tanto desejava que fosse o nome do livro. A figura fascinante do bailarino e coreógrafo que mudou a história da dança, com interpretações antológicas e seminais como em " A Tarde de Um Fauno " - sua primeira coreografia, de 1912 ( com música de Debussy ) - e " A Sagração da Primavera " , de 1913 ( com música de Stravinsky ) - a sua maior coreografia, que deu início à modernidade do balé e da própria dança em geral - aparece nítida nesses relatos, em que se misturam loucura e lucidez, angústia e vivacidade. Bailarino e coreógrafo, foi também um visionário e livre-pensador. O que nós chamamos de moderno hoje em artes cênicas, NIJINSKY já o fazia em 1909, 1912, 1913, 1916. Artistas originais como Claude Debussy e Ígor Stravinsky se sentiam até embaraçados pela sua ousadia e invenção , muito à frente até deles mesmos. Perto do Deus da dança, eram até conservadores. Antes de morrer, Stravinsky reconheceu isso. O poeta brasileiro Murilo Mendes afirmou que dois fatos, ocorridos em sua infância e adolescência, determinaram sua escolha pela poesia para o resto da vida: testemunhar a passagem do cometa Halley pela terra em 1910 e assistir uma apresentação de NIJINSKY em 1917, no Brasil ( sua segunda apresentação no Brasil ). Na verdade, Murilo Mendes testemunhou dois cometas ! NIJINSKY foi um humanista, um pensador, um artista genial e revolucionário.. E ao mesmo tempo, um homem comum, como nós. Mesmo após o colapso nervoso, a confusão mental e a esquizofrenia, tinha momentos de extrema lucidez. Uma lucidez que nos faz pensar. Passaram-se 82 anos da primeira edição original do " Diário " ( editado por Romola Nijinsky ) e esse livro tornou-se um fenômeno editoral, adaptado inclusive para o teatro, balé e cinema. NIJINSKY sabia escrever sim ! E muito bem ! Provou-o mesmo doente, prendendo nossa atenção ao seu Diário. NIJINSKY escreveu com o coração. Essa é uma das obras mais sinceras já escritas por um ser humano e por isso é profunda. Por isso é tocante e comovente. Há mais lucidez nas páginas do seu Diário do que em todas as publicações de pseudo-intelectuais que se encontram por aí, aos montes ! ( Adriano Miranda - Historiador e professor, bacharel e licenciado pela UNESP )

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    Rebeca Anamy picture
    Rebeca Anamy02/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    O palhaço de Deus

    2019 eu conheci a história de Nijinsky que uma maneira aleatória, desde então revi o documentário que me apresentou a ele umas 5 vezes. Sempre soube que um dia leria seus diários, e esse ano senti que era o momento. Sabia que suas palavras iriam mexer comigo mas não poderia imaginar o quanto. Posso dizer que foi o livro mais sensível, triste e angustiante que já li em toda minha vida, marcou minha alma profundamente. Ao final dessa leitura não posso concordar com o nome desse livro. Não é um diário, Nijinsky escreveu porque queria ser lido. Escreveu pensando em ser lido. E ao lê-lo senti que o estava mantendo vivo em meu coração (apesar das censuras de sua esposa e do livro não ter uma publicação no Brasil há 40 anos). Nijinsky foi um dos maiores bailarinos que o mundo já viu, e sinto que teria sido um grande escritor se tivesse tido tempo. Me sinto feliz por poder ter conhecido sua história, por sua dança e por seus escritores e sinto muito por não poder ajudar em seu momento de angústia infinita.

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