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    O crime do padre Amaro (Clássicos da Literatura) -

    Eça de Queiroz

    Ciranda Cultural
    2018
    416 páginas
    13h 52m
    ISBN-13: 9788538077657
    Português Brasileiro
    4.2
    65 avaliações
    Leram95Lendo17Querem85Relendo1Abandonos6Resenhas17
    Favoritos11Desejados85Avaliaram65

    O que acontece quando o padre de uma pequena cidade portuguesa se apaixona por uma paroquiana? A resposta é dada nesse divertido e sarcástico romance de Eça de Queiroz, autor lusitano do século XIX. Amaro, o pároco, escandaliza o lugarejo e mergulha numa espiral de perdição.

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    Francisco Oliveira picture
    Francisco Oliveira21/05/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nossa que final mais triste. :( Tô depresso!

    Em O Crime do Padre Amaro, publicado em 1875, primeiro romance da era realista-naturalista de Eça de Queirós, crítica abertamente imprudência do clero da segunda metade do século XIXao crer que sua ordem não possui rachaduras Morais, assim como a sociedade burguesa desse mesmo período. Uma história Deveras comovente, que mesmo tendo núcleo bastante abrangente de personagens. A emotividade transpassada pela escrita de Eça de Queirós é vista de forma cristalizada ao texto; a história está repleta de reviravoltas; não é ungido simples nem face de ser lido, mas ainda assim vale todo o esforço empregados durante a leitura tanto esse sem sombra de dúvida foi um dos sinais mais tristes já conheci da literatura Portuguesa. "História de dizer a verdade! Em que consiste a educação de um sacerdote? Primo: tenho preparar para o celibato e para a virgindade; Isto é, para supressão violenta dos Sentimentos mais naturais. Segundo: em evitar todo o conhecimento e toda a ideia que seja capaz de abalar a fé católica; isso é, a supressão forçada do espírito de indagação de exame e, portanto toda ciência real e humana...".

    12 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 65
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas20%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz