Educação como exercício do poder - Crítica ao senso comum em educação

    Vitor Henrique Paro

    Cortez
    2014
    104 páginas
    3h 28m
    ISBN-13: 9788524922886
    Português Brasileiro

    Todos falam sobre educação, mas poucos exibem uma concepção rigorosa que dê conta de sua grandeza e importância. No senso comum, prevalece uma noção pobre e restrita, mas com força e aceitação suficientes para estruturar tanto as políticas públicas quanto as práticas pedagógicas. Neste livro, ao fazer a crítica desse senso comum, Vitor Henrique Paro produz um texto de leitura obrigatória para todos aqueles que estejam minimamente envolvidos com a teoria ou com as práticas educacionais.

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    Maria Claudia Lemos picture
    Maria Claudia Lemos25/04/2024Resenhou um livro
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    Leitura válida. O livro apresenta o que promete. Compreendi as ideias gerais do autor. Concordo com alguns argumentos, outros não.

    Em breves palavras, para Vitor Paro, a educação em seu sentido mais amplo, consiste na apropriação da cultura, visando a formação do homem em sua integralidade e condição histórica. O autor defende que a verdadeira educação é não apenas política, mas necessariamente democrática. O Político envolve, a produção da convivência entre pessoas e grupos. A democracia, a convivência pacífica e livre entre pessoas e grupos que se afirmam como sujeitos. Para a educação, a principal implicação dessa condição política do humano diz respeito ao tipo de sociedade que se tem em mente em termos políticos e ao tipo de homem político que se pretende formar e atuar democraticamente em sociedade. Em relação a prática pedagógica, a tarefa primeira do educador é oferecer ao aluno as condições propícias ao desenvolvimento de sua vontade de aprender. Disposto a aprender, o aluno utiliza-se dos meios a disposição para produzir ele próprio o seu aprendizado. ‘’Eis a verdade cristalina com que a Didática deve deparar-se: o educando só aprende se quiser’’ (Paro, 2014, p. 31). O professor só exerce de fato seu poder, só se faz efetivamente educador e competente em sua profissão, quando constrói em seu aluno o desejo de aprender. De um lado, o educador exerce seu poder, dialogicamente, ao convencer o educando a vontade de aprender; de outro, o educando, autonomamente, aplica sua vontade e seu esforço na ação de apropriar-se da cultura.

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