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    Metafísica do Belo -

    Arthur Schopenhauer

    Unesp
    2001
    250 páginas
    8h 20m
    ISBN-10: 8571394652
    Português Brasileiro
    4.3
    78 avaliações
    Leram185Lendo42Querem329Relendo1Abandonos8Resenhas2
    Favoritos18Desejados329Avaliaram78

    Esta tradução da Metafísica do Belo, de Schopenhauer, compreende o conjunto de preleções lidas pelo filósofo em 1820, na Universidade de Berlim. A elas se juntam as preleções intituladas Teoria de toda a representação, pensamento e conhecimento; metafísica da natureza; e metafísica da estética. Mediante tais textos tem-se um acesso dos mais claros e didáticos ao pensamento do filósofo de Frankfurt, que já primava pela clareza expositiva, contra a corrente estilística germânica de sua época e seguindo a tradição britânica. As Preleções permanecem atuais não só pela investigação da essência íntima da beleza, mas também pela ressonância em diferentes autores, como Nietzsche, Freud e Machado de Assis. O filósofo eleva a arte a uma categoria suprema e reconhece, na contemplação desinteressada, uma forma de neutralizar momentaneamente o sofrimento existencial.

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    Daniel Trugillo  picture
    Daniel Trugillo 19/04/2021Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Bom gente, mais uma obra filosófica original que leio e não foi fácil. Como já comentei, quando vou me aventurar em águas desconhecidas, procuro ler os comentaristas e textos que se apropriem dos autores (e não direto original). Enfim, o Review: O Metafísica do belo é uma das quatro principais obras de Schopenhauer, e é o conjunto de preleções que foram lidas pelo Schopenhauer em 1820 na Universidade de Berlim. Por isso, o texto está em primeira pessoa do singular. Diferente de outros alemães (Kant e Hegel, por exemplo) Schopenhauer se esforça para ser o mais claro quanto possível no texto, embora ainda faltem exemplos que sustentem mais claramente o que ele quer dizer (pra mim pelo menos que sou leigo). O tem duas partes principais: na primeira metade Schopenhauer vai tentar te convencer que o que é o belo em si, a relação dele com a Ideia (Platão) e a Vontade. Nesse percurso, ele também discutirá o que ocorre em nós quando o belo nos emociona e defenderá o belo objetivo (é uma coisa do mero conhecimento). Na segunda metade Schopenhauer explorará como a produção do belo é o objetivo das artes (arquitetura, música, escultura, poesia etc). Nessa parte, Schopenhauer elencará em diferentes graus de ““beleza””, ou, em suas palavras “objetidade da Vontade”. Particularmente gostei da análise que ele faz da arte poética, com diversos exemplos de Shakespeare, Homero e Goethe. As notas do tradutor ajudam demais, gostei que Jair Barboza em mais de um momento se preocupou em esclarecer as passagens de Schopenhauer, principalmente quando ele se referia a algumas de suas outras obras (em geral era O mundo como vontade e representação). Para mim, ficou difícil “concordar ou discordar” dos trechos ou da obra. Meio que você aceita alguns dos pressupostos e reconhece que há uma coerência interna durante o percurso (mesmo que nem sempre fique claro o suficiente). Os longos parágrafos, às vezes de várias páginas, também não contribuem. O índice remissivo ao final ajuda no estudo, ponto positivo aí. RESUMO: leitura específica para pessoal da filosofia ou das artes. Não achei simples por ser meu primeiro livro do autor. Senti que me faltou contexto em alguns pontos (e maior afinco com a discussão dos exemplos). Indico com ressalvas. IG literário: @trugaindica

    4 curtidas

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    Arthur Schopenhauer profile picture

    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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