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    Cartas aos pósteros - Correspondência de Hilda Hilst e Mora Fuentes

    Hilda Hilst

    e-galáxia
    2018
    140 páginas
    4h 40m
    ISBN-13: 9788584742288
    Português Brasileiro
    3.9
    12 avaliações
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    "Cartas as pósteros" reúne pela primeira vez parte da correspondência entre Hilda Hilst e Mora Fuentes, ou, entre a Lacraia e o Sapo. São 45 cartas cobrindo o longo período entre 1970 e 1990 abrindo ao leitor as dores, as alegrias, o processo de escrita e publicação, o amor e também o humor dos dois escritores; intimidade e cumplicidade. Um retrato fragmentado de Hilst e Fuentes e extremamente autêntico e contundente. "Cartas aos pósteros" sai pela primeira vez em livro nesta edição exclusivamente digital. Com organização e estabelecimento de texto do poeta e tradutor Ronald Polito

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    Resenhas (2)Ver mais
    Leandro Bonizi picture
    Leandro Bonizi31/07/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Disponível no BibliON! Eu já sei pelos ouvidos que ela é uma escritora polêmica, então quis entrar nas intimidades dela para me "preparar psicologiamente" para ler o livro mais "atentado ao pudor e aos bons costumes dela", lendo as cartas trocadas entre ela, apelidada "Lacraia", e "Sapo". Não é literário, são cartas simplesmente — como o próprio título diz. É uma coletânea de "entre quatro paredes". Há nesta edição desenhos, ele era pintor, e temas como luxúria e uísque. Há as imagens das cartas escaneadas, sempre com desenhos representativos, pois "Sapo" era pintor. A linguagem é informal com muitas palavras no diminutivo, e falam muito dos seus cachorros de estimação: ambos eram muito apegados a eles. Não faltam palavrões. Mas, apesar de não ser, na sua intensão, literário, há passagens com um quê de poesia e filosofia. Essa, por exemplo, descobrindo o sentido da existência: "Por que nascimento, velhice, o corpo e suas manifestações intrínsecas, podem estar ligados a ideia do obsceno? Talvez que ele nos confronte mesmo com aquilo que nós mesmo, e através de nós, a moral e os costumes, tentamos ocultar acima de todas as coisas, numa desesperada atitude de preservação: o terror da vida. Destruindo nossas máscaras, fetiches e artimanhas, e desmistificando a ilusão de uma pretensa, corpórea imortalidade, o obsceno nos arranca violento do Símbolo e nos atira à raiz da existência, escancarando nossa condição animal, dolorosamente frágil, humana, perecível, sujeita a leis implacáveis e aparentemente ilógicas. O Obsceno traz em si a ideia de Morte. 'E que a vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida'. É essa desenfreada busca da Verdadem esse caminhar Desnudo (...) Seu perguntar de lucidez extrema na procura incessante das razões da existência e que provoca o mergulho inevitável no Obsceno. Pois nada pode ser mais Obsceno que a ideia da morte e a certeza de nossa própria finitude" (...) "Falo das coisas de dentro da gente, essa porquidão alucinada de vazios e emoções." Eles também inventam palavras compostas para transcender a significação à lá Conceição Evaristo (provavelmente se inspiraram nela): • Plata-fina, vazio-proporção, sonho-vida, cinza-nda, nuvem-dulçor, fraterno-aquoso, sentir-maravilha, dor-angústia, recém-sabendo, sentir-pensado, convivência-irmã, fragmento-vida, rio-aquário, exasperado-intenso, brocha-mula, navio-canoa, ângulos-cantos, estímulo-interessantes, carta-delícia, corpo-coisa, caras-vítimas, esquizo-coisa, analista-paciente, texto-teatro-, vida-tempo, etc.

    1 curtida

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    Hilda de Almeida Prado Hilst

    Uma das mais importantes vozes da de nossa literatura, fundiu a atemporalidade, o real e o imaginário, mergulhando os personagens em busca de significados, raízes, essências da condição humana.

    61 Livros
    743 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Hilda de Almeida Prado Hilst