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    20 Sonetos -

    Luís de Camões

    Editora Unicamp
    2018
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788526814608
    Português Brasileiro
    4
    84 avaliações
    Leram132Lendo10Querem33Relendo1Abandonos5Resenhas8
    Favoritos5Desejados33Avaliaram84

    Neste livro, encontramos um Luís de Camões que, diante dos desafios de sua época e de sua geração, foi responsável por uma revolução na poesia em língua portuguesa. Vemos o poeta que participa de refinados jogos na corte, enfrenta tempestades nos mares e nos amores, escreve sonetos teatrais, visuais, musicais e experimenta novas maneiras de escrever e pensar poesia. Os 20 sonetos de Camões aqui reunidos são uma excelente amostra de uma poesia lírica que, apesar de distante de nós no tempo, permanece contemporânea dos leitores que dela se aproximam. Enriquecida com uma fundamentada introdução, notas aos poemas e esclarecedores comentários, esta edição pretende tornar a leitura dos sonetos mais atualizada e informada, tanto para estudantes de ensino médio e universitários quanto para professores e amantes de poesia. Luís de Camões (c. 1525-1580) foi um poeta nacional de Portugal, considerado um dos maiores literatos lusófonos e um dos grandes poetas da tradição ocidental. Pouco se sabe com certeza sobre a sua vida. Provavelmente natural de Lisboa, viveu durante 17 anos no Oriente, onde ganhou a vida como soldado, em plena era dos Descobrimentos. Famoso por Os Lusíadas, poema épico, sua poesia lírica foi publicada pela primeira vez, postumamente, em 1595.

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    Paulo Gilberto31/08/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Interpretação dos sonetos

    Há uma introdução sucinta sobre a época e contextos poéticos da época de Camões, do renascimento e de alguns séculos antes e depois que foram mencionados por necessidade de contextualização. Depois da introdução começam os sonetos, e cada um deles tem uma explicação posterior sobre seus possíveis ou claros significados. É como uma breve aula sobre a interpretação dos sonetos, o que dá uma animação ao relê-los com a nova percepção, porque você passa a compreendê-los e se maravilha com a genialidade que era requerida para a capacidade de criá-los. Interessante também saber que Camões não inventou todo o contexto, conceito e nem o conteúdo de seus sonetos, pois era normal naquela época, segundo a introdução do livro, a imitação entre os poetas. Um tema recorrente e adorado na época, por exemplo, era a perda da jovem amada. São citados também exemplos muito anteriores a Camões sobre um mesmo suposto evento ocorrido, e narrado nos poemas, com ele, como o salvar um livro importante, no caso de Camões, Os Lusíadas, a nado depois de um naufrágio. Os textos também explicam que os sonetos costumavam ser declamados em espécies de jogos nos castelos reais.

    15 curtidas

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    Avaliações

    4 / 84
    • 5 estrelas27%
    • 4 estrelas36%
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    • 2 estrelas6%
    • 1 estrelas1%
    Luís Vaz de Camões profile picture

    Luís Vaz de Camões

    Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Pouco se sabe com certeza sobre sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de família da pequena nobreza. Sobre sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de Dom João III, iniciou sua carreira como poeta lírico e se envolveu, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boêmia e turbulenta. Diz-se que por conta de um amor frustrado se autoexilou na África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião por seus serviços prestados à Coroa, mas em seus anos finais enfrentou dificuldades para se manter. Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cômico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que sua obra recebia, mas pouco depois de falecer sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade para a sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado como um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.

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    Luís Vaz de Camões